Coisas do Brasil 

Fale Baixinho...

Fale baixinho......
Alto deve ser o valor de suas idéias,
não o tom de sua voz....
O mundo ouve mais quem fala baixo,
Mas pensa alto....
Enquanto Hitler gritava bastante,
Chaplin fazia cinema mudo...
Cristo não levantava a voz.
Fale baixinho....
Mostre que seu pensamento caminha
Além de sua voz....
Se seus sonhos estiverem nas núvens,
não se preocupe, pois eles estão no lugar certo....
Agora construa os alicerces.

Willian Shakespeare

Manual de Sobrevivência

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a
mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e
que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos e nem promessas. E começa a
aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos a diante, com a graça de um
adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas do hoje, porque o terreno do amanhã
é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o Sol queima se ficar exposto por muito
tempo. E não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não
se importam...

E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez
em quando e você precisa perdoá-la por isso.

E aprende que falar pode aliviar as dores emocionais.

Descobre que leva-se um certo tempo para construir confiança, e apenas segundos
Para destruí-la. E que você pode fazer as coisas em um instante e das quais
poderá se arrepender pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E que o que importa não é o que você tem na vida e sim o que você tem da vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigos e você podem fazer qualquer coisa ou nada e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vemos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser e que o tempo é curto.

Aprende que, não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não
sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou se controla seus atos ou eles o controlarão e que ser flexível
não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa
que você espera que o chute, quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com tipos de experiência que se teve e o
que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança, que sonhos são bobagens, poucas
coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade que julga, você em algum momento será condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido, o mundo
não pára, para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante seu
jardim, decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que, realmente, pode suportar... que realmente é forte, e que
pode ir muito mais longe... Depois de pensar que não pode mais. E que,
realmente, a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!

Willian Shakespeare

Sem comentários de minha parte.

Leilões, privatizações e Teoria dos Jogos

As Regras do Jogo
Estamos acostumados com jogos em que alguém ganha e alguém perde. Todo ponto marcado pelo nosso adversário nos deixa um tanto para trás. Jogos de “ganhar-perder” parecem naturais, e muitas pessoas têm dificuldade em pensar num jogo que não seja de ganhar-perder. Em jogos de ganhar-perder, as perdas apenas equilibram os ganhos. É por isso que são chamados jogos de “soma-zero”. Não há ambigüidade sobre as intenções do adversário: dentro das regras do jogo, ele fará todo o possível para derrotar o outro…
Dentro das regras do Banco Imobiliário, não há nenhum modo de os jogadores cooperarem para quie todos se beneficiem. Não foi para isso que o jogo foi projetado. O mesmo vale para o boxe, o futebol, o hóquei, o basquete, o beisebol, o lacrosse, o tênis, o jogo da péla, o xadrez, todos os eventos olímpicos, a corrida de iate e carro, o pinochle, a amarelinha e a
política partidária. Em nenhum desses jogos, temos a oportunidade de praticar as Regras de Ouro e Prata, nem sequer a de Bronze. Há apenas espaço para as Regras de Ferro e Lata. Se veneramos a Regra de Ouro, por que ela é tão rara nos jogos que ensinamos às crianças?
Depois de 1 milhão de anos de tribos intermitentemente guerreiras, logo pensamos à maneira da soma-zero, tratando toda interação como uma competição ou um conflito. No entanto, a guerra nuclear (e muitas guerras convencionais), a depressão econômica e os ataques ao meio ambiente global são todas proposições de “perder-perder”. Interesses humanos vitais como o amor, a amizade, a paternidade e maternidade, a música e a busca do conhecimento são proposições de “ganhar-ganhar”. A nossa visão fica perigosamente estreita, se apenas conhecemos ganhar-perder.
A área científica que trata dessas questões se chama teoria do jogo, usada na tática e estratégica militares, na política comercial, na competição empresarial, na redução da poluição ambiental e nos planos de guerra militar. O jogo paradigmático é o Dilema do Prisioneiro. Está muito distante da soma-zero. Os resultados de ganhar-ganhar, ganhar-perder e perder-perder são todos possíveis.
O Dilema do Prisioneiro é um jogo muito simples. A vida real é consideravelmente mais complexa. Se meu pai dá a nossa maça ao homem dos lápis, terá mais chances de receber de volta a maça? Não do homem dos lápis; nunca mais o veremos. Mas atos difundidos de caridade podem melhorar a economia e conseguir um aumento para o meu pai? Ou damos a maçã em busca de recompensas emocionais, e não econômicas? Além disso, ao contrário dos participantes num jogo ideal do Dilema do Prisioneiro, os seres humanos e as nações começam a interagir com predisposições, tanto hereditárias como culturais.
Mas as lições centrais num rodízio não muito prolongado do Dilema do Prisioneiro são a clareza estratégica; sobre a natureza auto-destrutiva da inveja; sobre a importância das metas de longo prazo em relação às de curto prazo; sobre os perigos tanto da tirania como da ingenuidade; e especialmente sobre a possibilidade de abordar toda a questão das regras da vida diária como um assunto experimental. A teoria do jogo também sugere que um amplo conhecimento de história é uma ferramenta-chave para a sobrevivência.

TABELA DE REGRAS PROPOSTAS PARA A VIDA DIÁRIA
A Regra de Ouro Faz aos outros o que desejas que te façam.
A Regra de Prata Não faças aos outros o que não desejas que te façam.
A Regra de Bronze Faz aos outros o que te fazem.
A Regra de Ferro Faz aos outros o que quiseres, antes que te façam o mesmo.
A Regra “Tit-for-Tat” Coopera com os outros primeiro, depois faz aos outros o que te fazem.

Do livro: Bilhões e Bilhões – , página 197, Carl Sagan – Cia. das Letras

O Maior Leilão de Todos os Tempos

“Na tarde de 5 de dezembro de 1994, John Nash estava indo de táxi para o aeroporto de Newark, a caminho de Estocolmo, onde, dentro de alguns dias, receberia do rei da Suécia a medalha de ouro gravada com o retrato de Alfred Nobel. Mais ou menos na mesma hora, alguns quilômetros ao sul, no centro de Washington, D.C., o então vice-presidente Al Gore anunciava com grande pompa a abertura do “maior leilão de todos os tempos”.
Não havia, como o The New York Times noticiara depois, nenhum leiloeiro falando depressa, nem o tradicional martelo, nem Os Velhos Mestres da Pintura. O que se ia leiloar era o ar – ondas de ar que podiam ser usadas para os novos aparelhos sem fio, como telefones, pagers, fax – valendo bilhões e bilhões de dólares, licenças de exploração suficiente para que todas as grandes cidades americanas tivessem pelo menos três empresas concorrentes de serviços de telefonia celular. Nas salas de reunião secretas e também nos compartimentos dos participantes do leilão estavam os diretores executivos dos maiores conglomerados de comunicações do mundo – e um inverossímil grupo de extravagantes teóricos da economia, que os assessorava. Quando finalmente o leilão terminou, no mês de março seguinte, os lances vencedores totalizavam mais de sete bilhões de dólares, tornando aquela venda a maior na história americana de ativos públicos, e uma das mais bem-sucedidas (e lucrativas) aplicações da teoria econômica aos negócios públicos jamais feita. Mais tarde, Michael Rothschild, reitor da Woodrow Wilson School, de Priceton, chamou esse acontecimento de “uma demonstração de que quando as pessoas pensam persistentemente sobre um problema, podem tornar o mundo melhor… um triunfo do pensamento puro”.
A justaposição de Gore e Nash, do leilão de alta tecnologia e da pompa medieval da cerimônia do Nobel dificilmente foi acidental. O leilão da Federal Communications Commission foi imaginado por economistas jovens que estavam usando ferramentas criadas por John Nash, John Harsanyi e Reinhard Selten. Suas idéias foram elaboradas especificamente para analisar a rivalidade e a cooperação entre um pequeno número de jogadores racionais com misto de interesses conflitantes e interesses comuns: pessoas, governos e empresas – e até mesmo a espécie animal.
O próprio prêmio foi um reconhecimento, há muito devido, por parte da comissão do Nobel, de que ocorrera uma espantosa mudança na economia, uma mudança que já vinha se desenvolvendo havia mais de uma década. Como disciplina, a economia tinha sido, durante muito tempo, dominada pela brilhante metáfora da Mão Invisível, de Adam Smith. Smith imaginava uma competição perfeita com um número tão grande de compradores e vendedores, que nenhum comprador e nenhum vendedor teria que se preocupar com as reações do outro. Era uma idéia poderosa, que previa como as economias do livre-mercado evoluiriam, e ela deu aos responsáveis pela política uma orientação para estimular o crescimento e dividir o bolo econômico de maneira justa. Mas, no mundo de mega-fusões, governos poderosos, investimentos estrangeiro direto maciço e privatizações por atacado, em que o jogo é praticado por um punhado de jogadores, cada um atento às ações dos outros, cada um seguindo suas próprias e melhores estratégicas, a teoria dos jogos foi trazida ao primeiro plano…
O uso mais espetacular da teoria dos jogos é o que vem sendo feito pelos governos, da Austrália ao México, para vender os escassos recursos públicos a compradores com mais capacidade de desenvolvê-los. O espectro das ondas de rádio, bônus do Tesouro americano, concessões petrolíferas, madeira, direitos de poluição, tudo isso agora é vendido em leilões planejados por teóricos dos jogos – com muito mais sucesso do que as políticas anteriores.
Os teóricos de jogos trataram um leilão como um jogo com regras, e tentaram avaliar como um determinado conjunto de regras, como um todo, pode afetar o comportamento dos compradores. Levaram em consideração as opções que as regras permitiam, as vantagens associadas às opções e as expectativas dos arrematantes em relação às escolhas prováveis de seus concorrentes.
Por que esses economistas concluíram que os formatos tradicionais dos leilões não funcionariam? Principalmente porque o valor de cada licença individual para o usuário depende – como é o caso de um Rembrandt ou um Picasso – das outras licenças que ele é capaz de conseguir. Algumas licenças podem perfeitamente substituir outras. É o caso de bandas de rádio semelhantes, necessárias ao fornecimento de um determinado serviço. Mas outras licenças são complementares. É o caso de licenças para o funcionamento de serviços de pagers em diferentes regiões do país.
“Para que um processo de concessão de licenças seja eficiente, um leilão deve permitir que os candidatos a comprador levem em consideração vários pacotes de licenças, combinando complementos e trocando aquelas que forem substituíveis durante o decurso do leilão. Planejar um leilão assim é muito difícil”, escreve Paul Milgrom, um dos economistas que planejaram o leilão da Federal Communications Commission ao qual Al Gore se referia.
A segunda fonte de complexidade, diz Milgrom, é que o objetivo das licenças é criar negócios para novos serviços com tecnologia desconhecida e demandas de consumo também desconhecidas. Como as opiniões das participantes tendem a ser bastante divergentes, é possível que a concessão da licença passe a defender mais do otimismo do arrematantes do que da sua capacidade de criar um serviço desejado. De modo ideal, um projeto de leilão deve minimizar esse problema.
Enquanto o Congresso e a FCC acalentavam cada vez mais a idéia de leiloar os direitos de exploração do espectro das ondas de rádio, tanto a Austrália como a Nova Zelândia realizaram leilões desse tipo. O fato de eles terem sido fracassos dispendiosos e desastres políticos mostra que o diabo se esconde realmente nos detalhes. Na Nova Zelândia, o governo fez um leilão chamado de segundo preço, e os jornais se encheram de histórias sobre vencedores que pagaram um preço muito baixo de seus lances. Num determinado caso, o lance mais alto foi de sete milhões de dólares neozelandeses, o segundo de cinco mil, e o vencedor pagou o preço mais baixo. Em outro, um aluno da Universidade de Otago fez um lance de um dólar por um licença de televisão em uma cidade pequena. Não houve outros lances, de modo que o rapaz levou a coisa por um dólar. O governo esperava que as licenças de telefonia celular rendessem 240 milhões de dólares. O montante real foi de 36 milhões, um sétimo da estimativa. Na Austrália, um leilão mal organizado, no qual participantes arrivistas jogaram fumaça nos olhos do governo, retardou a introdução da televisão paga país por quase um ano.
A FCC contratou um outro teórico de jogos, John McMillan, da Universidade da Califórnia em San Diego, para ajudar a avaliar o efeito de cada regra proposta. Segundo Milgrom, “a teoria dos jogos teve um papel fundamental na análise das regras. Conceitos como equilíbrio de Nash, racionabilidade, indução retrospectiva e informação incompleta, embora raramente citados explicitamente, foram a base real das decisões cotidianas sobre os detalhes do processo dos leilões.”

Do livro: Uma Mente Brilhante

Da minha parte:

Pensei em compilar alguns textos sobre a “Teoria dos Jogos”, já que temos uma demanda em conhecê-la por causa do pelo filme: “Uma Mente Brilhante”, história do matemático John Forbes Nash Jr. que aos vinte e um anos, teve uma idéia intuitiva sobre a dinâmica dos jogos, aplicada a economia, política, estratégicas militares, etc. Chamou sua tese de “Políticas Governantes”, já que ficaria mais abrangente, isto em 1950. Fez contato com os mais proeminentes cientistas de sua época (Einstein). Teve esquizofrenia com 31 anos de idade que o atrapalhou a ter uma vida acadêmica e pessoal estáveis. Sua doença teve um período de “retrocesso” na década de 80, quando passou novamente a produzir textos e idéias acadêmicas e publicadas no mundo inteiro, mas sem o reconhecimento de sua total contribuição. Seu nome foi então indicado no princípio dos anos 90 para o Prêmio Nobel de Economia pela sua tese de “Políticas Governantes”, pois nunca houvera tanta aplicação prática dela for a dos meios teóricos e acadêmicos, mostrando então sua grande intuição anos antes! O Nobel lhe foi dado em 1994.
Juntei também um texto que eu fiz no ano passado, inspirado num e-mail recebido sobre pensando “simples/diferente” que também trata do assunto, leia o neste mesmo blog.

Teoria dos Jogos

Ramo da economia que pretende descrever e prever o comportamento econômico utilizando a disciplina matemática conhecida também como teoria dos jogos. Muitas decisões do tipo econômico dependem das expectativas que se tenha sobre o comportamento dos demais agentes econômicos. Surge a partir do estudo Teoria dos jogos e comportamento econômico (1944), de John von Neumann e Oskar Morgenstern.
Para poder deduzir as estratégias ótimas sob diferentes hipóteses quanto ao comportamento do resto dos agentes, a teoria dos jogos tem que analisar diferentes aspectos: as conseqüências das diversas estratégias possíveis, as possíveis alianças entre "jogadores", o grau de compromisso dos contratos entre eles, e o grau em que cada jogo pode se repetir, proporcionando a todos os jogadores informação sobre as diferentes estratégias possíveis.

1.Exemplo da teoria dos jogos : O Dilema do Prisioneiro
O chamado "Dilema do Prisioneiro" foi apresentado pela primeira vez na Universidade de Princeton em 1950, como um exemplo da teoria dos jogos, e consiste do seguinte: a polícia prende dois indivíduos suspeitos de cometerem um crime leve (roubo de carro) e os coloca em duas celas separadas, sem possibilidade de comunicação entre eles. O detetive suspeita que um deles cometeu também um segundo crime mais grave e faz uma proposta. Quem denunciar o outro e der as pistas para a condenação fica livre, enquanto o outro pega cinco anos de pena. Se os dois se acusarem mutuamente, os dois pegam três anos. Se os dois ficarem calados, eles só serão acusados do primeiro crime, e os dois pegam um ano de cadeia cada um.
O "Dilema do Prisioneiro" , na sua versão clássica (uma única vez) ou em sua versão modificada (possibilidade de interação), tem sido usado para estudar o problema da cooperação entre indivíduos, grupos e nações em diversos tipos de problemas.
Aqui queremos analisar, brevemente, o problema da cooperação entre equipes em uma mesma empresa. Principalmente aquelas que trabalham com produtos semelhantes e até concorrentes. Os líderes destas equipes podem adotar diversas estratégias de atuação. Neste caso, pode prevalecer o egoísmo e a tentativa de obter o maior resultado possível às custas da outra equipe, ou um forte espírito de cooperação entre as equipes que as levem a maximizar as oportunidades conjuntas, mesmo que isto represente um valor menor para uma delas. Como se comporta a natureza humana dos indivíduos e em grupos? Se um líder adotar um comportamento ético e objetivar o maior ganho possível para a organização, pode optar pela opção "ficar calado" (no dilema do prisioneiro), onde as duas equipes ganham, mas todos ganham menos. Ou pode optar pelo grande lance, onde a sua equipe ganha tudo ou nada. No "dilema do prisioneiro" um componente importante do jogo, além das personalidades envolvidas, é a antecipação da escolha que será feita pela outra parte. Pressupostamente, as duas partes são amigas e companheiras (ou pertencem a uma mesma empresa), mas na hora que entra em jogo um interesse individual maior, um deles poderá não se comportar como o previsto. Como eles não podem se comunicar (e no caso da empresa, podem existir incentivos organizacionais para não se falarem), eles terão que especular qual será o comportamento mais previsível da outra parte, e adotar uma estratégia compatível.
O "Dilema do Prisioneiro" nos conduz a algumas reflexões para o trabalho em equipe.
· As equipes não podem atuar isoladamente. Parece ser errado achar que cada um deve cuidar apenas de seu próprio território. Estes podem ser e muitas vezes são superpostos. O futuro de uma equipe pode estar atrelado ao da outra.
· Não deve haver um incentivo institucional à competição das equipes internas, ao "darwinismo" organizacional. Isto se traduziria em políticas de auto-destruição, ou muito comumente na canibalização de produtos da mesma empresa.
· Os líderes das equipes devem ter chance de se conhecerem melhor, e portanto, de desenvolver um nível maior de cooperação.
· Deveria ser analisado (e divulgado) se do ponto de vista da empresa interessa que uma equipe ganhe e outra perca. Muitas vezes a personalidade abrasiva de um líder de equipe acaba com outras equipes, em detrimento do todo.
· A cooperação sempre tem um ganho final positivo em relação a outras possíveis alternativas de ação.
Jogos, Teoria dos (matemática), análise matemática de qualquer situação na qual apareça um conflito de interesses, com a intenção de encontrar as opções ótimas para que, nas circunstâncias determinadas, consiga-se o resultado desejado. John von Neumann e Oskar Morgenstern são considerados os pais da teoria de jogos.

2. CONCEITOS FUNDAMENTAIS
Na teoria de jogos, a palavra jogo refere-se a um tipo especial de conflito no qual tomam parte n indivíduos ou grupos (conhecidos como os jogadores). Há certas regras do jogo, que dão as condições para que este comece e definem as jogadas consideradas legais durante as diferentes fases do jogo; o número total de jogadas que constitui uma partida completa e os possíveis resultados quando a partida termina.

Jogada: uma jogada ou movimento é o modo como progride o jogo de uma fase para outra, a partir da posição inicial até o último movimento. Podem ser alternativas ou simultâneas; acontecem tanto por causa de uma decisão pessoal quanto por azar. Assim, por exemplo, uma roleta gera determinada jogada, cuja probabilidade pode ser calculada.

Resultado: designa o que acontece quando uma partida termina.
Informação completa: diz-se que um jogo tem toda a informação se cada um dos jogadores que toma parte nele conhece todas as possibilidades jogadas.

Estratégia: uma estratégia é a lista de opções ótimas para cada jogador, em qualquer momento do jogo.

3. TIPOS DE JOGOS
A teoria de jogos distingue vários tipos de jogos, de acordo com o número de jogadores e com as circunstâncias do jogo.

Os jogos com dois jogadores têm sido amplamente estudados. Diz-se que um jogo é de soma zero se o total dos ganhos ao final da partida é nulo, isto é, se o total de ganhos é igual ao total de perdas. Os jogos de dois jogadores com soma zero são o principal objeto de estudo da teoria matemática dos jogos.

4. APLICAÇÕES
Desde o estudo do comportamento da economia, decisões sobre a divisão eqüitativa de propriedades, sobre a distribuição de poder nos trâmites legislativos, nos problemas de governo e nas decisões individuais, as aplicações da teoria de jogos são muito variadas.


O texto acima foi retirado de uma revista de administração, e infelizmente não anotei o nome para futuras referências...

Palavras de sabedoria

"Quando somos pacientes, coisas que normalmente consideraríamos muito dolorosas acabam não parecendo tão ruins. Ao contrário, quando não existe a tolerância paciente, até as menores contrariedades parecem insuportáveis. Tudo depende de nossa atitude diante dos fatos." trecho extraído do livro "Palavras de sabedoria" de Dalai-Lama.

Teoria Keynesiana

Conjunto de idéias que propunham a intervenção estatal na vida econômica com o objetivo de conduzir a um regime de pleno emprego. As teorias de John Maynard Keynes tiveram enorme influência na renovação das teorias clássicas e na reformulação da política de livre mercado. Acreditava que a economia seguiria o caminho do pleno emprego, sendo o desemprego uma situação temporária que desapareceria graças às forças do mercado.
O objetivo do keynesianismo era manter o crescimento da demanda em paridade com o aumento da capacidade produtiva da economia, de forma suficiente para garantir o pleno emprego, mas sem excesso, pois isto provocaria um aumento da inflação. Na década de 1970 o keynesianismo sofreu severas críticas por parte de uma nova doutrina econômica: o monetarismo. Em quase todos os países industrializados o pleno emprego e o nível de vida crescente alcançados nos 25 anos posteriores à II Guerra Mundial foram seguidos pela inflação. Os keynesianos admitiram que seria difícil conciliar o pleno emprego e o controle da inflação, considerando, sobretudo, as negociações dos sindicatos com os empresários por aumentos salariais. Por esta razão, foram tomadas medidas que evitassem o crescimento dos salários e preços, mas a partir da década de 1960 os índices de inflação foram acelerarados de forma alarmante. A partir do final da década de 1970, os economistas têm adotado argumentos monetaristas em detrimento daqueles propostos pela doutrina keynesiana; mas as recessões, em escala mundial, das décadas de 1980 e 1990 refletem os postulados da política econômica de John Maynard Keynes.

Fonte:economiabr.net

O que é Neoliberalismo?

Doutrina político-econômica elaborada em 1938 para adaptar o modelo liberal às novas condições do capitalismo do século XX. As bases da doutrina são lançadas durante o Colóquio Walter Lippmann, encontro de intelectuais liberais realizado na França naquele mesmo ano.
Uma das inovações do modelo em relação ao liberalismo é a intervenção indireta do Estado na economia, não para asfixiá-la, mas para garantir a sua sobrevivência, já que não confiam na autodisciplina espontânea do sistema. Os neoliberais acreditam que o controle de preços é a peça-chave da economia de um país. A função do Estado é manter o equilíbrio dos preços por intermédio da estabilização financeira e monetária, obtidas basicamente com políticas antiinflacionárias e cambiais.
A liberdade econômica das empresas e as leis de mercado continuam como dogmas no neoliberalismo. A nova doutrina atribui ao Estado a função de combater os excessos da livre concorrência e o controle de mercados pelos grandes monopólios. Um dos instrumentos para disciplinar a economia é a criação de mercados concorrenciais através dos blocos econômicos, como no caso da União Européia (UE).
Para os neoliberais, o Estado não deve desempenhar funções assistencialistas, o que resultaria numa sociedade completamente administrada e, portanto, antiliberal. É a afirmação da sociedade civil que deve buscar novas formas de resolver seus problemas. Ao Estado cabe apenas a tarefa de garantir a lei comum bem como a função de equilibrar e incentivar as iniciativas da sociedade civil. Os dois maiores expoentes do neoliberalismo na política são o ex-presidente norte-americano Ronald Reagan e a ex-primeira ministra inglesa Margaret Thatcher

Fonte: economiabr.net

Frase do Dia:

"É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é tolo, do que falar e acabar com a dúvida."

Abrahan Lincoln

A filosofia do camelo, uma réplica

A filosofia do camelo, uma réplica
Uma mãe e um bebê, camelos, estavam por ali, à toa, quando de repente o bebê camelo perguntou: Porque os camelos têm corcovas?
Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água.
Certo, e porque nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?
Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar no deserto. Sabe, com essas pernas eu posso me movimentar melhor pelo deserto, melhor de que qualquer um, disse a mãe.
Certo! Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão.
Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto!
Respondeu a mãe com orgulho.
Está bem. Então a corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos das tempestades de areia.
Então o que é que estamos fazendo aqui no Zoológico?

Moral da História:
"Habilidade, conhecimento, Capacidade e experiências, só são úteis se você estiver no lugar certo!"
Onde você está agora?

Minha réplica a quem como eu, talvez não esteja no lugar certo, mas quem está?

A mãe do camelo respondeu ao filho:
Pergunta interessante meu filhinho! "Porquê estamos aqui no zoológico?". Vou tentar te responder, mas para você entender deverá pensar como um ser humano, aquele que nos colocou aqui!

Imagine você agora não como um camelo, mas como um homenzinho de 4 anos no deserto. Você não iria sobreviver sem ajuda de alguém, ou de roupas e reservas de água e alimentos. Você perderia toda sua reserva de líquidos, somente pela respiração e transpiração para manter sua temperatura nivelada.
Então para não ter que sofrer com as intempéries do deserto, ou de outros lugares inóspitos, os seres humanos constroem os "zoológicos", um simulacro dos ambientes encontrados na natureza.
Depois de construídos estes ambientes, vendem papéis, chamados “ingresso” que dá direito a ver não somente nós, mas todos os outros bichos recolhidos de seus vários “habitat". Geralmente os seres humanos gostam mais de animais peludos, principalmente os mamíferos. Deixam de ver a beleza de outras espécies e sua contribuição para o ciclo da vida. Pois pelos seus critérios de beleza, os peludinhos são mais apreciados. Mas mesmo com toda a fraqueza fisiológica e intelectual, assim se consideram a espécie eleita do que eles proclamam “O Criador”. Mal sabem eles que, se fossem eles “os eleitos”, seu “Criador” então deveria dar-lhes mais conhecimentos de si mesmos. Veja por exemplo: “O Criador” construiu pelo menos 2 espécies do homem, mas apenas uma sobreviveu, e eles já se consideram “os donos do mundo”, que todas as outras formas de vida, lhes devem respeito e que são de seu uso. Dentre todas as espécies vivas, quem poderia ser considerada “eleita” seriam os besouros (coleópteros, vespas, besouros e joaninhas), pois existem 5 milhões de espécies deles, talvez um sinal que o “Criador” goste muito deles, e nem por isso eles tem esta inclinação e arrogância dos seres humanos.
Nós camelo, temos 2 estômagos e armazenamos 140 litros de água no nosso corpo, reaproveitamos nutricionalmente quase tudo o que comemos, estamos aqui na terra pelo menos uns 50 milhões de anos na frente do homem, e ele nos coloca em selas... Quando é que ele vai ficar no lugar certo? Ou entender que todos mudamos, tudo funciona em ciclos, e que um dia novamente sua espécie não dominará mais o planeta? Um dia ele é a caça e outro dia o será o caçador?

Por isso meu filho, sua mãe lhe ensinará uma coisa muito importante que jamais esqueça:

"Apesar de todo o infortúnio, apesar de tudo mudar, e não importa onde você esteja. Nunca se esqueça de onde veio!".

O que é uma vida bem sucedida?

O que vejo nos grupos de trabalho por onde trabalhei, que não era somente um fenômeno de um local comente, somente de um único grupo, mas abrangente: as mudanças nos métodos de análise de produtividade dos grupos, dão nos somente uma visão superficial de produtividade, é ao que eu chamo de "performance pela performance" como meta a ser atingida, vejo a deterioração das relações trabalhistas e humanas, conforme a máxima:
"escolher um companheiro de serviço é escolher quem vai trabalhar do nosso lado mais do que nossos próprios familiares..."
Vejo a divisão clara das relações interpessoais com a dicotomia: colega de trabalho e nossos colegas contratados. Estes últimos "tenho que conquistá-los" por uma questão apenas, digamos "utilitarista". Os primeiros vejo o inquietante sintoma de "Déjà vu", usando a metáfora do “cão velho”, como se nós fossemos: "o cão que não aprende novos truques..." E por outro lado o medo de iniciar um contato com este colegas, já que isto implica de ter que conhecê-lo melhor e quem sabe "perder" tempo para ajudá-lo? Ou ter a certeza inexorável: "ele é igual a mim!".
Princípios altruístas já foram lançados de lado...
Vejo aqui a aplicação de regras ocultas, tais como um campo de concentração (dos que já li nos livros de Primo Levi, Hanna Harent, etc...), um silêncio que se não fosse pelo barulho do ar condicionado abafando as aflições do peito de cada um, todos ouviriam. Não digo que não exista a ajuda, mas ela é feita à partir de um rigoroso escrutinío de prós e contras, para se ter certeza de um provável retorno (meio Darwiniano e materialista simultâneamente - não que Darwin tenha sito materialista!).
Em resumo: o que existe hoje nas relações empresariais é apenas "uma relação de pseudo-tolerância: muitas vezes, esta última beira a indiferença, que, como sabemos não passa de uma das figuras do desprezo" - Luc Ferry - "Qu´est-ce qu'une vie réusssie?"- (c) 2002. (*"Tradução de: O que é uma vida bem sucedida?"

Para que meu pensamento seja mais direto que o texto acima que norteia o que eu penso:
Não consigo ficar calado num lugar onde sinto a diferença gritante, diária e desumana ao meu redor. Isto não me sustenta emocionalmente e me deixa sem incentivo a "fazer minha parte", já que todo o fruto do trabalho humano, creio eu não está apenas no valor em que se recebe monetariamente, mas sim nas relações sociais dentro da empresa e fora dela.
Para não usar um exemplo muito próximo, que não seria tão elegante e educado, no ponto de vista das relações humanas, já que convivo sobre um mesmo teto com várias pessoas por mais de 10 horas de minha vida, de segunda a sexta. Irei usar uma personagem real a quem tive oportunidade de conhecer profundamente, com seus erros acertos, a personalidade e o humano: Pelé.
Ele saiu dos EUA por que entre muitas razões que conheço e que não são oportunas de citar aqui, a principal foi a falta de uma convivência social sadia de sua família num país estrangeiro e preconceituoso como os EUA , na década de 70 pelo menos!. Ele ia aos encontros sociais, ficava lado a lado de outras personalidades americanas, mas sempre seria o estereótipo do negro em ascensão, um atleta com dinheiro. Fora dos encontros de “marketing”, infelizmente ele não tinha nenhum contato mais saudável de pessoas sinceras e digamos "sadias", era só interesse em tirar-lhe um bocado de dinheiro de modo fácil. [...]
Sabe o que mais me trava em colocar em prática o que eu sei o até mesmo começar experiência nova? É virar outro objeto de utilidade, para a empresa e principalmente para quem me rodeia com incentivos e palavras amáveis, já que na prática diária, é comum a passagem destas mesmas pessoas por mim e a indiferença ser a marca maior delas, a não ser que isto tudo seja o que até hoje não tenha entendido direito: "uma nova fórmula de gestão humana e do trabalho?" ou uma repetição do que ocorreu com a "modernidade" do século XX, o século mais sangrento de todos e não por acaso ligado diretamente as novas técnicas da ciência em geral... Uma forma de se precisar isto é lembrar que no exercito alemão de Hitler, existiram judeus que cumpriram ordens contra os “seus”. Nos projetos americanos de pesquisa, o que mais existiam, eram cientistas que de uma forma ou outra, contribuíram para o genocídio e a guerra....Além de lembrár o leitor que as idéias de “eugenia” e “pureza”, fruto da elite puritana dos políticos americanos, que criaram leis para o aborto, leis de esterilização de “débeis mentais” e outras doenças geneticamente transmissíveis, e de pessoas de outras etnias... Criaram leis de obstrução de imigração, isto num período pós primeira guerra mundial, impedindo num espaço de 10 anos, a imigração de milhões de judeus, principalmente os poloneses. Estes últimos chegavam até o porto de Nova York, faziam o suposto teste de inteligência, escrito em inglês, que mal conheciam, marcavam a revelia o "x" nos quadrinos, e se não passassem com "índices bons", eram deportados mesmo antes de entrarem no país das oportunidades...viam somente a Estátua da Liberdade e iam embora.
E até mesmo o surgimento da própria psicologia moderna veio pelo incentivo financeiro dos militares americanos, para melhor escolha de seus soldados, que me parece antagônico, soldado foi feito para obedecer ordens e não questioná-las...

Quisera eu entrar no jogo. Mas um dia no futuro, talvez minha filha ou a geração dela irá perguntar: "Por que vocês deixaram isto tudo acontecer?"

Frase idêntica a que disse Nelson Mandela recentemente ao se referir a falta de ação dos países ricos (Leia-se: EUA) em relação a falta de empenho em políticas de ajuda ao fundo internacional de saúde (contra a: AIDS, tuberculose, e outras doenças que fragelam o mundo, sem citar a fome!) criado para este fim. Segundo ele, "A história certamente nos julgará com dureza se não respondermos com toda a energia e os recursos que podemos trazer para a luta contra a Aids."


<< Previous 10 Articles  111 - 120 of 129 articles Next 9 Articles >> 

On This Site

  • About this site
  • Main Page
  • Most Recent Comments
  • Complete Article List
  • Sponsors

Search This Site


Syndicate this blog site

Powered by BlogEasy


Free Blog Hosting