Coisas do Brasil 

Quero Ser Grande

Dizem os cientistas comportamentais em recentes estudos, que comportamentos culturalmente
adquiridos são mais difíceis de se mudar do que os influenciados geneticamente.
Isto é uma quebra enorme de paradigma que durou tanto quanto nossa cultura ocidental, baseada nos
filósofos gregos e mais recentemente, os iluministas franceses. Exponho algumas histórias abaixo:


O início da era digital:
Visao_geral_super_computador.gif
No início da computação, os computadores eram enormes, ocupavam espaços imensos, do tamanho de uma sala, e tinham que ser esfriados com refrigeradores imensos. Somente uma elite de cientistas tinham acesso ao mesmo, e era "chic" ser cientista da computação com um monstrengo daquele tamanho...Um dos diretores da IBM chegou a dizer que no futuro, somente alguns países poderiam tê-lo, e que não seria comercialmente viável a construção de muitos... Com o desenvolvimento dos micro chips (eu disse chip e não chic!) na década de 80/90 no Japão e EUA, eles se tornaram tão pequenos e baratos que passou-se a considerar "chic" uma pessoa ter um computador pequeno, novamente um símbolo de status social, e que se pudesse carregar para todo o lado, mesmo se não fosse prudente (risco de roubo) e que o mesmo não fosse nem mesmo utilizado, foi a era dos computadores pessoais.
No início da invenção da TV, estas possuiam telas enormes. Todos queriam tê-las independente de seu tamanho. Era uma demostração de status social elevado tê-las, mesmo se fossem enormes e a imagem em (tons de) preto e branco.
Com o desenvolvimento da mesma, nos anos 80, com a influência dos japoneses, era "chic" se ter televisores de 10 polegadas, ou seja, pequenas, novamente era um símbolo de status social... Hoje ter uma tv de 34 polegadas é um símbolo de status, ou seja, voltamos aos tamanhos iniciais da TV em preto e branco.
Durante a II guerra mundial e do Vietnam, o domínio dos sistemas de comunicação para o exército americano foi da Racal. Os soldados levavam nas costas uma enorme mochila. A tal mochila era o sistema de comunicação portátil mais moderno existente na época. Para cada grupo de combate, um homem era designado para transportar o rádio comunicador. Na década de 70, estes mesmos rádios tornaram-se do tamanho de um tijolo, ficaram mais portáteis, e seus nomes passaram a ser chamados de "Walkie-Talkies". Era um símbolo de status ter um rádio comunicador pessoal ou instalado em um carro, grupos de pessoas mais abastadas, formaram clubes de comunicação, foi a era do rádios comunicadores de nome "PY" e "PX", o primeiro de alcance mundial, o segundo local. O onda do rádio "PY" variava conforme a altura da camada da ionosfera local, que quanto mais alta, mais longe a comunicação chegava, como uma bala ricocheteando o teto de uma parede. Por isso estes rádios "PY" não serviam para a comunicação a curta distância, somente os "PX".
Na década de 80, com o advento da fibra optica, o aumento do número de ligações foi exponencial, a privatização do setor, também contribui para o aumento do fluxo de capitais, que por sua vez chegou-se a um número de telefones que daria para suprir toda a demanda, desde que o tempo da instalação dos mesmos fossem também proporcionais a demanda. Os telefones entraram na era digital, ou seja, a banda aumentou com inúmeras aplicabilidades para a transmissão simultânea de uma quantidade enorme de informações. Surgiu então o telefone celular, os primeiros eram quase que primos dos "Walkie-Talkies", eram de um tamanho da metade de um tijolo. Mas mesmo assim, era um símbolo de status social tê-los e ostentá-los publicamente. Era sinônimo de ser um empresário tomando conta de inúmeros processos e pessoas a uma distância segura e conveniente. Novamente no final da década de 90, estes novamente seguiram a tendência japônica de diminuirem o tamanho, quem tinha telefone grande estava "out", quem tinha um modelo compacto estava "in", ou seja, novamente era símbolo de status não ter apenas um telefone celular, ele deveria ser pequeno também, já que grande parte da população já os tinha também, e o fato de tê-lo passou a ser como ser um eterno escravo do patrão ou (patroa ou esposa, amante, garota de programa...).

Tudo isto acima mostra como somos susceptíveis a cultura e a um modelo de pensar e ideologicamente: comprar. Com ciclos que variam conforme a indústria pode oferecer e a assimilação cultural dos compradores.

Passando de uma área técnica para a anatomia, vou dar o exemplo do filme "Os Imperdoáveis", ganhador de 7 Oscar (c), dirigido e interpretado por Clint Eastwood. No filme Clint Eastwood é um matador de aluguel, contratado para matar um cowboy que esfaqueu uma prostituta, quee teve seu rosto totalmente desfigurado com uma enorme faca pelo seu "cliente" um "cowboy", por que no momento em que ela viu e riu do tamanho da coisa ou "coisinha" do cowboy. O tipo valentão, não tolerou a ofensa, e cortou o rosto da prostituta toda com sua faca. Até mesmo o instinto assassino do matador de aluguel foi reprimido vagarosamente quando o mesmo casou-se com uma jovem e pacata moça, de nome Cláudia, de família tradicional. A mãe de Cláudia nunca conseguiu entendeu o porquê da ligação de sua filha com uma pessoa de caráter tão cruel e tempestuosa, já que ela era tão amorosa, afetuosa, e delicada...

Abaixo, célula primordial, o zigoto:

zigoto.gif
Chegamos cientificamente a ter o poder de interferir geneticamente no pequeno grão de vida (zigoto) que um dia se tornará um ser humano, escolher o sexo da criança e muito mais..., mas o mundo em que ele vai viver e um imenso coquetel de desejos e inspirações, e que algumas poucas pessoas levam ao extremo de ter que tirar a vida de outra pelo simples fato de terem o pensamento diferente delas, ou ser fisicamente diferente, ou o que é pior, não ter tido a mesma oportunidade econômica...

Em resumo: acredito que com o poder de sublimação ou um amor muito grande pelo outro, uma pessoa possa quebrar a forma de agir vinda de seu fenótipo, o exemplo do pistoleiro do filme "Os Imperdoáveis". Já o que se aprende é mais influenciado pelos padrões de mercado e as teorias ideologicamente vingentes (Carl Max), vindas principalmente de países econômicamente influentes (as potências econômicas).
Somente uma mensagem muito transcendental para forçar as pessoas a mudarem a maneira de pensar, como foi plantado há 2.004 anos atrás, com a mensagem simples:
"Ame o próximo como a si mesmo".
A mensagem que hoje o presidente dos EUA reforça para seus compatriotas é o medo e o terror, o medo do outro, do diferente. Isto plantado culturalmente é muito mais difícil de se retirar de um povo, pois funciona como uma epidemia. Uma epidemia para manter a hegemonia!
Representão simples da colisão no neutron com o núcleo de urânio enriquecido:
fissao_colorida.gif
Representação dos elementos envolvidos, seus nomes e a energia envolvida:
fissao_preto_branco.gif
Equação química e a energia liberada:

fissao_equacao_quimica.gif
Explosão Atômica, o cogumelo atômico:

cogumelo_atomico.gif

"É mais fácil quebrar um átomo que os preconceitos das pessoas." Albert Eintein.
Se ele estivesse vivo hoje como geneticista, ele também diria a mesma coisa!

"Matar um homem é retirar dele tudo o que ele tem e o que ele viria a ter um dia.", Clint Eastwood, no papel de um "pistoleiro aposentado" em "Os Imperdoáveis" .

[b]Para saber mais sobre a bomba atômica, ou caso queira construí-la no quintal de sua casa,[link=http://www.quatrocantos.com/humor/cientificas/01_bomba_atomica.htm]clique aqui.[/b][/link]

Pensando Diferente

"Quando a NASA começou a enviar astronautas para o espaço, rapidamente verificou que as vulgares canetas esferográficas não funcionavam em condições de gravidade zero.
Para combater este problema, os cientistas da NASA realizaram estudos orçados em cerca de 12 Bilhões de dólares e durante 10 anos desenvolveram uma caneta especial capaz de escrever em gravidade zero, de pernas pro ar, debaixo de água, em praticamente todas as superfícies incluindo vidro e a temperaturas que vão desde os 20 graus negativos até aos 180 graus centígrados.
Os Russos utilizam lápis." ...Texto que circula pela internet.

Vamos pensar um pouco mais adiante…

“A necessidade é a mãe da invenção!”(Aristóteles)


Eles (os russos) usaram um lápis pois eles ainda não dispunham de um país com pensamento capitalista e competitivo e pensando assim é que eles entraram “bem” no final do século XX, mas valeu a experiência deles em mostrar como não proceder!
Em qualquer país capitalista, uma firma teria 1000 engenheiros e técnicos para pensar em soluções de engenharia para um satélite, para um mercado de alguns milhões de dólares, para poucos países. Enquanto na área de canetas esferográficas teria 10000 (dez mil) engenheiros e técnicos para pensar e desenvolver produtos para um mercado potencial de alguns bilhões de dólares no mundo todo!

Quem inventou a caneta esferográfica foi um argentino que não me lembro o nome. Na época, o presidente Perón, proibiu a fabricação de suas canetas na Argentina. Pois iria destruir a credibilidade do sistema financeiro, já que ficaria muito mais “fácil” falsificar uma assinatura. Naquela época, no mundo todo, as pessoas usavam a caneta do tipo pena!!
Nosso conterrâneo latino-americano, desvalorizado na própria terra em que nasceu, teve que vender sua idéia para uma firma estrangeira, que as passou a produzir em larga escala!

Mas nos dois casos, capitalismo X economia planificada, o que interessa a qualquer um de nós meros trabalhadores e que essa turma que decide o que vamos construir é que ele nos dê meios de sobrevivermos (trabalho,saúde, educação, segurança), dever básico do estado!

Temos que ser persistentes na nossas idéias e saber a hora certa de lançá-las, pois tudo no mundo é passageiro, até os preconceitos!

ABIN compra novo supercomputador

Esta é a imagem do novo super computador comprado pela agencia de intelegência brasileira, muito mais eficiente pois suas conexões entre os servidores e as estações de trabalho serão feitas de maneira muito mais otimizada. Uma atendente deverá operar os sistemas de cabo e conexão, por exemplo, se a requisição vier de um diretor, basta ligar o cabo de sua estação ao servidor, com isto o usuário especial, como o diretor, ganhará toda a banda de recursos possíveis só para ele! As outras requisições de estações de usuários simples, ficarão numa fila de espera, com musica de seu cantor preferido, isto que é atendimento.
Visao_geral_super_computador.gif
O quadro abaixo é o painel de controle de acesso entre servidores (seletores escuros) e estações de trabalho (seletores claros).
painel_de_chaves_blackwhite.gif
As conexões de saída têm bom acabamento, presilhas com aço inoxidável e dois parafusos fazem com que as conexões não tenham mal contato.
coneccoes_internas.gif

O idealizador desta brutal façanha, é um professor da física na faculdade de [link=http://www.ursinus.edu ]Ursinus[/link], John Mauchly (conhecido como professor "andorinha")
J. Presper Eckert (conhecido como professor "pardal").
Resolve os desafios da engenharia. O desafio principal era confiabilidade da válvula, digo, processador!

Velocidade e Dinheiro:
O cálculo da balística que era feito em 12 horas em uma calculadora da mão poderia ser feito em apenas 30 segundos. Isso significa que o supercomputador é bem mais rápido por um fator de 1.440.
O custo para funcionar um supercomputador caiu rapidamente. Um computador é hoje um milhão vezes mais barato do que um main-frame velho. A comparação seria como se você poderia comprar um helicóptero novo por apenas R$2,70!

Mas o que se destina a ser feito com este supercomputador, está além da imaginação de qualquer analista! Somente na imaginação dos diretores está a razão de comprar um computador tão rápido e preciso! Imagine os relatórios cheio de números que os diretores poderão analisar! Quantos gráficos coloridos! Quantas avaliações de custo benefício poderão serem feitas! Isto certamente irá melhorar um índice qualquer de um dos seus relatórios, e os papeis serão totalmente reciclados.
Abaixo, a banda pop "Skank" foi chamada para testar o novo computador. Já que eles têm experiência com grandes bandas de comunicação.
banda_skank.gif

A professora [link=http://www.seas.upenn.edu/~swati/ ]Saswati Sarkar[/link] é a investigadora principal para o MAC dinâmico do espectrum do `3-year novo da concessão do NSF de 750 K com sustentação de Multiparty em redes de Adhoc '.
A concessão é um esforço colaborativo e de investigação de 3 universidades: Penn (líder), Columbia, e RPI. O objetivo do projeto é projetar um esquema médio do acesso nas redes wireless multichannel que utilizam a propriedade da transmissão do meio wireless


Colaboraram nesta matéria:
Marta Suplicy (com muitas sugestões de cores do supercomputador e circuitos internos), Fundação Fundação Hilton Rocha (com os óculos especiais) e Francisco Xavier (nos direcionando para o desenvolvimento do novo computador, usando a tecnologia ainda desconhecida por nós, Multiparty em redes Adhoc). A banda pop "Skank", que conforme visto está testando a máquina!
Ana Paula Padrão, por revisar todos os textos com sua enorme dedicação e ainda padronizar o modelo de dados

A Vingança dos “Nerds”

“Pode-se enganar todas as pessoas parte do tempo;
pode-se até enganar algumas pessoas o tempo todo;
mas não se pode enganar todas as pessoas o tempo todo”

Abraham Lincoln

"Em algum lugar além das fronteiras de nosso sistema solar, arrojando-se pelo espaço interestelar, há um fonógrafo e um disco dourado com intruções hieroglíficas na capa. Foram colocados na sonda espacial Voyager 2, lançada em 1977 para nos transmitir fotografias e dados dos planetas distantes de nosso sistema solar. Agora que pasou por Netuno e sua emocionante missão científica está encerrada, ela serve como um cartão de visita interplanetário que deixamos para algum viajante espacial extraterrestre que possa a vir a pescá-la.
O astrônomo Carl Sagan foi o promotor do disco; ele escolheu imagens e sons que sintetizam nossa espécie e nossas realizações. Sagan incluiu saudações em 55 línguas humanas e um “lingua de baleia”, um ensaio sonoro de doze minutos composto do choro de um bebê, de um beijo e de um registro de eletroencefalograma das meditações de uma mulher apaixonada, além de noventa minutos de música, com exemplos de diferentes culturas do mundo: mariachi mexicana, flautas-de-pã peruanas, raga indiana, um cântico noturno navajo, uma canção de iniciação para meninas pigméias, uma música sakuhachi japonesa, Bach, Beethoven, Mozart, stravinsky, Louis Armstrong e Chuck Berry cantanto “Jonhnny B. Goode”.
O disco também envia uma mensagem de paz de nossa espécie para o cosmo. Em um involuntário ato de humor negro, a mensagem foi proferida pelo secretário-geral das Nações Unidas na época, Kurt Waldheim. Anos depois, historiadores descobriram que Waldheim passara a Segunda Guerra Mundial como oficial do serviço secreto em uma unidade do exército alemão que perpetrou represálias brutais contra guerrilheiros da resistência nos Balcãs e deportou a população judaica de Salonica para campos de extermínio nazistas. É tarde para chamar a Voyager de volta, e essa piada sarcástica sobre nós circulará para sempre pelo centro da Via Láctea."

Pag. 162, do livro: “Como a Mente Funciona”, do título original“, de Steven Pinker,How the minds works , Cia das Letras, São Paulo, 1998.

Meu comentário sobre o primeiro texto e sobre o filme “Contato” e sobre o texto acima:

Quem viu o filme, “Contato” sabe que a forma de comunicação dos seres extraterrestres foi por ondas de eletromagnéticas pulsantes e moduladas na polarização, vinda de numa determinada posição celeste, e como a terra gira sobre si mesma, toda a informação ficaria na forma de um quebra-cabeças a ser montado por várias nações, já que a cada intervalo de tempo, somente uma nação poderia receber o sinal, e o compartilhamento destas informações era a chave do sucesso.
Na verdade o código enviado tinha várias informações, a primeira a ser desvendada e causar o maior impacto aos presentes foi a imagem de Adolf Hitler discursando em sua posse como Gran-Chanceller Alemão, primeira imagem transmitida pela televisão no mundo. E junto com esta imagem, uma modulação na polarização da onda, continha também outra informação a ser desvendada: a nova tecnologia para se fazer o contato entre os dois mundos.
Não tenho a menor dúvida que o autor escolheu precisamente a transmissão de Hitler, para também fazer a mesma piada conosco, agora voluntária, de humor negro. Rebatendo a primeira, involuntária, quando o porta-voz de contato humano escolhido também foi um nazista enrustido, naquela época, representante da ONU, como a explicação no primeiro texto.

Irapé e Alexandre, O grande, a história se repete.

Vamos entrar em nossa máquina do tempo. Voltaremos em 460 AC. Alexandre, o Grande, invade com seu exército a região que é atualmente a Índia e Paquistão.
Seus escribas estão registrando, que seu exército está sendo "atacado" por uma tribo desconhecida. E que esta, vive sobre as densas árvores locais, são pequenos e peludos homenzinhos... Ele dá ordem para que seus guerreiros capturarem um desses "homenzinhos" estranhos... (Alexandre não queria submeter seus homens a mais uma guerra, pois já havia perdido muitos homens até aquele momento, e a moral da tropa estava baixa!).
Após um deles "cair" em suas redes, eles registraram que o mesmo não tinham o dom da fala. Apesar de serem muito parecidos conosco. Eles anotam que são inofensivos, e que não merecem a preocupação de seu exército e que não precisariam "lutar" com eles...
Vocês que vêem esta cena na nossa máquina do tempo, acabam de presenciar o primeiro contato do homem "europeu", com nosso primo mais próximo, o macaco.
Voltemos para o século XXI, no dia 04 de abril de 2003, um jornal noticia:
"O governador Aécio Neves presidirá, na próxima quarta-feira (dia 9), solenidade de desvio do rio Jequitinhonha, entre os municípios de Berilo e Grão Mogol, no Alto Jequitinhonha, marcando a fase de início de construção da barragem da hidrelétrica de Irapé. Irapé, com capacidade de 360 MW, vai gerar energia suficiente para abastecer três cidades do porte de Montes Claros, e terá a maior barragem em altura do Brasil e a segunda da América Latina, com 205 metros altura..."
Ôpa!! já estão inaugurando o desvio...Voltemos mais um ano antes...
Nossa máquina do tempo volta no início da chegada dos operários para a obra de escavações...Estão chegando os primeiros operários ao local onde será feito o desvio, não há sinal algum de escavadeiras ou equipamentos, a vegetação ainda está intacta...Estamos exatamente no início do início. Estamos vendo que alguns homens estão montando o acampamento e outros já começaram a trabalhar manualmente onde será feita a escavação. De repente pedras são arremessadas ao alto e atingem alguns trabalhadores. Eles não sabem quem as está lançando... Como somos apenas expectadores não poderemos interferir na história ajudando-os.
No dia seguinte a mesma coisa, enquanto alguns homens estão no trabalho de escavação, novamente pedras são atiradas contra eles. Um dos operários pára o que está fazendo e vai a direção de onde vieram as pedras. Não vê ninguém por perto. Ele retorna ao trabalho juntamente com os outros, que imaginam que "deve ser brincadeira de mal gosto de alguma pessoa". Mas novamente pedras são atiradas, e todos param desta vez. Partem para a direção de onde as pedras vieram. Olham novamente para todos os lados e não vêem absolutamente nada! Mas, um deles resolve olhar para cima! E o que este operário vê? Um macaco! E ao pesquisarem melhor, vêem que existe na região uma comunidade de macacos, os biólogos não os viram quando fizeram o levantamento de impacto ambiental...Os biólogos tiveram que trabalhar para que os macacos não mais jogassem as pedras nos trabalhadores. Afinal eles (os operários) que estavam invadindo o espaço dos macacos...Será que os macacos sobreviverão as mudanças do ambiente?
Nossa máquina do tempo não poderá ir ao futuro, pois seu recurso técnico é limitado ainda...

Tomar de 8 em 8 horas

Estava numa drogaria comprando um xarope para minha filha, e havia uma senhora ao meu lado sendo atendida. Como havia poucas atendentes no horário, tive que esperar que a mesma terminasse seu atendimento para que chegasse a minha vez. Inevitavelmente, ouvia a atendente dizer a ela: Este remédio é para ser tomado 3 vêzes ao dia! “. A senhora, então perguntou a atendente: “Eu posso tomar as 3 pílulas de uma vez só? Pois eu poderia esquecer de tomar as outras durante as horas certas...”. A atendente sorriu educadamente e disse a senhora: “Não pode, este remédio até fácil lembrar, pois é de 8 em 8 horas, mas todas as doses de uma vez não pode...” .
Não pude me conter de fazer um comentário com a senhora do remédio, pois afinal tratava-se de um assunto de saúde, e pensei comigo: se alguém não lhe dizer algo a respeito, que definitivamente não será esta atendente, e certamente esta senhora tentará executar a opção que ela imaginou, tomá-los todos 3 comprimidos de uma vez só! Mas como iria fazer a abordagem sem ser maldoso ou ofensivo para com a senhora? Então veio uma idéia como exemplo. Pedi desculpas pela minha intromissão, e perguntei a senhora se algum dia alguém lhe havia comprimentado adiantado alguém pelos aniversários vindouros. Ela respondeu negativamente a pergunta. E novamente lhe disse: “No caso dos remédios é a mesma coisa! Não adianta comprimentar as pessoas por aniversários que ainda virão, não é prático, elegante e não traz resultado algum, ficará registrado na mente um comprimento somente, e nos próximos, uma sensação de vazio vai ficar na pessoa!”.
Acredito que pela reação dela a comparação, a hipótese de se adiantar os remédios de um mesmo dia, num instante só não seria feita. Assim espero!

Uma Pesquisa Sobre Valores

Numa aula de Engenharia Econômica na PUC/MG, no primeiro semestre de 1996, o professor não estava lecionando nenhuma matéria contida na grade de aula do semestre, nem mesmo da referida cadeira (de Engenharia Econômica). Era um assunto que a maioria dos alunos de engenharia desconhecia, entre os muitos motivos era por que se o assunto se referia a cadeira de Sistemas de Software. Impacientes os alunos saíam da sala ou o pior, ficavam, e conversavam entre suas respectivas turminhas...
Numa turma de 65 pessoas, somente umas 15 estavam dispostas a ouvir as novidades do primeiro mundo que o professor trazia. Na sua bagagem de sua viagem, continha várias informações sobre o que estava ocorrendo nas várias universidades da Europa e dos EUA.
Com tanta conversa paralela, o professor teve que pedir aos que conversavam, que se retirassem da sala de aula, e aos que ficassem, interessados ou não, fizessem o merecido silêncio e respeito ao professor durante sua apresentação.
O professor avaliou o motivo que a maioria dos alunos saíram, e poucos ficaram: "era por que não viam utilidade prática na palestra". Ou seja, tal qual a maioria dos estudantes que vão às aulas, estes, por força do estilo de se avaliar os alunos, e mais a obsessão dos alunos em somente estudar o que se é obvio utilização, principalmente nas provas, avaliaram mal a palestra e ficaram conversando... Até a intervenção do professor. Antes que qualquer um saísse, e de prosseguir a palestra, ele nos indicou um livro para que nós lêssemos:

"ZEN E A ARTE DE MANUTENÇÃO DE MOTOCICLETAS, uma investigação sobre valores". Do autor Robert M. Pirsig.
O nome é realmente esdrúxulo, mas revelou-se excelente para mim e acredito que certamente o foi para os que o leram também. Naquela época trabalhava junto aos analistas de sistema de engenharia de manutenção e reparo da rede elétrica de distribuição de uma empresa. Deste o ocorrido na sala de aula em diante, resolvi me dedicar a olhar para qualquer sistema com os olhos mais afiados, e fazer um julgamento de valor sobre estes, e mais ainda, tentar ajudar o sistema para o qual trabalhava com o maior zelo possível. Não queria que fizesse algo para prejudicar o mesmo, mesmo sendo por ato involuntário e de uma programação (eu poderia usar a palavra análise, mas nunca me considerei um analista) mal sucedida.
Apesar de se ter passado quase que 10 anos da referida palestra e da leitura do livro, caminhamos até aqui com pouca estrutura para implementarmos uma análise de valores e qualidade no que fazemos (posso dizer por mim mesmo, e não para as outras pessoas). A pouco tempo fizemos um curso de "Segurança no Desenvolvimento de Aplicações Críticas", e subtende-se que isto já está incorporado ao analistas e programadores. Qualquer situação criada pela falha do sistema que comprometa a estrutura hierárquica, talvez alguém nos dirá: "Por que vocês não implementaram uma análise mais crítica..." Ou seja, a corda arrebentará para o lado mais fraco.
Sei que até este texto vai ser difícil de se entender num país em que qualquer crítica construtiva não seja interpretada como uma em contrário, já que já estão tão acostumados a ouvir sempre críticas quando as coisas NÃO estão funcionando.
Sei que é difícil para a maioria abstrair um pensamento do tipo: "faça um código para a pior situação". Pois é mais fácil e mais "barato" (eu duvido desta afirmação), implementarmos qualquer sistema a curto prazo e já dizer que ele está funcionando! O que vem atrás não é importante, o que está ou vai estar no backup não é interessante citar...
Tal qual a minha ex-turma de Engenharia Econômica, quando as pessoas estão numa massa humana, estas não pensam.
Se esperarmos que a maioria de um dado grupo vislumbre uma saída para os problemas diários, que seja uma sala de aula, uma universidade, uma empresa (corporate), um país, ficaremos sempre tentando chegarmos a um consenso humanamente inatingível, eu diria até: utópico.
As empresas (corporate), existem num termo abstrato chamado CGC (ou numa holding, união de CGS´s), ela por si mesma não toma decisões. Quem as toma é um ser humano (ou um conjunto deles) dotado de autoridade para tal. Mas a idéia de que tais seres humanos incorporaram a idéia básica do livro citado acima de que: Para que devemos ser especialistas em manutenção de motocicleta? Compramos a melhor delas (uma BMW, por exemplo), e quando der problemas, chamamos um mecânico!
Para finalizar, vou dizer a vocês o assunto que o professor tentava iniciar todos daquela sala, naquele ano: INTERNET .

Seis Graus de Separação:

Este trabalho consiste na tentativa de execução de um exercício de comunicação horizontal. A comunicação horizontal é a comunicação de indivíduo para indivíduo. Comunicação horizontal é o contrário de comunicação vertical. Nessa última, a mensagem parte de um núcleo para muitos receptores. Um exemplo de comunicação vertical é uma grande emissora de televisão transmitindo para seus milhões de telespectadores.
Ele faz referência ao filme de mesmo nome que por sua vez se baseia na peça, também homônima de John Gare. O filme sugere que quaisquer duas pessoas no mundo estejam separadas entre si por no máximo seis graus de separação. Ou seja: alguém que você conhece, conhece outro alguém, que conhece outro alguém, assim sucessivamente, por mais três vezes, que conhece qualquer outra pessoa do mundo, como por exemplo, o Abin Laden,
A proposta deste trabalho é, portanto, que o visitante/espectador pegue uma folha, e tente fazê-la chegar até o presidênte LULA*. A primeira pessoa que fizer um texto para o LULA, deverá remeter uma carta ou e-mail para UM amigo* apenas, e pedir a este, que repita o mesmo, até que a mensagem chegue às mãos de um conhecido do LULA que possa contatá-la. Esse percurso deverá acontecer em apenas seis estágios, ou “seis graus”.

* O nome escolhido no texto foi uma escolha arbitrária, apesar de muita gente querer mesmo falar com ele, até mesmo apertar seu pescoço!

O texto acima foi retirado de um trabalho apresentado no Espaçõ Cultural da CEMIG, como não tinha referências do autor, não pude inserir aqui, deixo aberto para manifestação do mesmo. Quanto a pertinência de inserí-lo neste espaço, foi uma forma de fazer com que o leitor entenda como um simples e-mail endereçado a seu amigo, pode até chegar até o presidente. Tome muito cuidado!

Quem ri por último, ri melhor!

Alguns dias atraz li o texto do Sr. Stephen Kanitz, entitulado: "O Futuro é Preto e Branco?"
Na verdade a pergunta do título tenta dizer que não existe somente a dicotomia entre o "preto" e o "branco", e que existem os tons intermediários entre os dois. No caso, ele expressava a tendência do crescimento do 3o. setor da economia, "a entidades sem fins lucrativos que fossem administrativa e socialmente competentes", segundo ele mesmo.
Outra abordagem do Sr. Kanits, era o uso do termo "gênio" e sobre a "insjustiças do capitalismo moderno":

"As grandes soluções feitas por gênios são coisas do século passado, hoje é a equipe. Um exemplo é a internet, que é a soma do que várias pessoas inventaram. A pessoa que inventou o "@" no e-mail não ganhou absolutamente nada. Quem inventou o e-mail também não. Às vezes, quem ganha é quem faz a última inovação, e essa é uma das injustiças do capitalismo moderno."

Acontece que o Sr. Kanits, também tem a idéia errônea sobre o que significa "gênio" criativo, e que é tendencioso para afirmar que "hoje é a equipe".
Hoje não é a "equipe" é o "establishment". Continua sendo!
Na ciência isto também ocorre.Todos os físicos realmente sabem das contribuições de seus colegas anteriores, e muitas vezes fazem até parte da referência dos mesmos nos trabalhos. Existe uma regra que três é o número máximo de pessoas a receberem o prêmio Nobel. Num caso típico, quando o Sr. Richard Feyman recebeu seu prêmio Nobel, em 1965, logo em seguida ele passa pelo laboratório CERN, onde daria uma conferência. Na platéia estava uma das pessoas em que seu trabalho teve grande contribuição, o E. C. G. Stueckelberg. Após a conferência, Feynman foi rodeado por um grupo de admiradores, enquanto Stueckelberg abandonava o auditório sozinho, acompanhado apenas pelo sue fiel cachorro. Então ao vê-lo sair Feiynman disse:

He did the work and walk alone toward the sunset; and; here I am,
covered in all the glory, which righfully should be his.

"O critério da competência, ou seja que apenas os mais aptos e capazes sobrevivem, ou se destacam, se dão melhor, etc; não é nem mesmo suficiente, até a ciência tem sua parte de 'mito', de 'retórica'..."
Vicent Pleitz, Instituto de Física Teórica, Universidade Estadual Paulista - vicente@ift.unesp.br

Grandes descobertas ainda precisam serem abraçadas por quem tem grandes tradições e um grande "back-up" (apoio). Assim o foi e assim será! Infelizmente. Fora dessa forma, elas passarão por um percurso lento e caótico. Pois é assim que vivemos o dia-a-dia.


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