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Max Ehrmann was born in Terre Haute on September 26, 1872. Following his graduation from DePauw University, Ehrmann entered post-graduate studies at the School of Philosophy at Harvard University. For two years he specialized in law and philosophy.
Even though six of his books were published, he realized he could not make a living by writing poetry and drama. Ehrmann took up the practice of law and was admitted to the Bar. He became Deputy Prosecuting Attorney in Terre Haute. He took an active part in politics and was offered the nomination for State Senator when he was only twenty-five years old.
For several years, he was president of the Terre Haute Literary Club. He wrote papers and read them to the club at least once a year. The other members would critique his writings.
Ehrmann was known, at the age of twenty-six, as a thinker and reformer on public questions. Soon he began giving lectures and readings of his own poetry on a Midwestern tour.
The writings of Max Ehrmann became more popular and his stature as a philosopher increased over the years. Ehrmann’s most famous writings were "A Prayer" and "Desiderata." Ehrmann died at the age of seventy-two on September 9, 1945.
Desiderata:
Go placidly amid the noise and the haste, and remember what peace there may be in silence. As far as possible without surrender be on good terms with all persons. Speak your truth quietly and clearly; and listen to others, even to the dull and the ignorant, they too have their story. Avoid loud and aggressive persons, they are vexations to the spirit.
If you compare yourself with others, you may become vain or bitter; for always there will be greater and lesser persons than yourself. Enjoy your achievements as well as your plans. Keep interested in your own career, however humble; it is a real possession in the changing fortunes of time.
Exercise caution in your business affairs, for the world is full of trickery. But let not this blind you to what virtue there is; many persons strive for high ideals, and everywhere life is full of heroism. Be yourself. Especially do not feign affection. Neither be cynical about love; for in the face of all aridity and disenchantment it is as perennial as the grass. Take kindly the counsel of the years, gracefully surrendering the things of youth.
Nurture strength of spirit to shield you in sudden misfortune. But do not distress yourself with dark imaginings. Many fears are born of fatigue and loneliness. Beyond a wholesome discipline, be gentle with yourself. You are a child of the universe, no less than the trees and the stars; you have a right to be here. And whether or not it is clear to you, no doubt the universe is unfolding as it should.
Therefore, be at peace with God, whatever you conceive Him to be. And whatever your labors and aspirations in the noisy confusion of life, keep peace in your soul. With all its sham, drudgery and broken dreams; it is still a beautiful world. Be cheerful.
Strive to be happy.
--- Max Ehrmann, 1927
É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é tolo, do que falar e acabar com a dúvida.
Abrahan Lincoln
[...]A percepção visual é a mais excitante forma de conhecer o mundo, mas os relativistas estão menos interessados no modo como vemos os objetos do que no modo como os categorizamos: como classificamos noas experiências em categorias conceituais como aves, ferramenteas e pessoas. A suposição aparentemente inócua de que as categorias da mente correspondem a algo na realidade tornou-se uma idéia polêmica no século XX porque algumas categorias – estereótipos de raça, gênero, etnia e orientação sexual – podem se danosas quando usadas para discriminar ou oprimir.
A palavra estereótipo originalmente se referia a um tipo de prancha de impressão. Sua acepção atual de imagem pejorativa e incorreta para uma catetoria de pessoas foi introduzida em 1922 pelo jornalista Walter Lippmann. Ele foi um importante intelectual que, entre outras coisa, ajudou a fundar a revista The New Republic, influenciou as políticas de Woodrow Wilson no final da Primeira Guerra Mundial e escreveu algumas das primeiras críticas aos testes de QI. Em seu livro Public opinion [“Opinião pública”, sem tradução em português], Lippmann mostrou-se preocupado com a dificuldade de atingir a verdadeira democracia em um época na qual pessoas comuns não mais podiam jugar questões públicas racionalmente porque obtinham suas informações no que hoje chamamos de soud bites: breves pronunciamentos de autoridades na mídia. Como parte deste argumento, Lippmann afirmou que os conceitos que as pessoas comuns tinham de grupos sociais eram estereótipos: imagens mentais incompletas, tendenciosas, insensíveis a variações e resistentes a informações refutadoras. [...]
Página 280, do Livro Tábula Rasa, Steven Pinker, 2004, Cia das Letras, SP.
by Beverly West
Monster Contributing Writer
We all like to think of our coworkers as friends, but what happens when you become the target of a coworker's dirty politics? Here are some strategies that can help you keep the peace without losing your edge, shared by fellow soldiers on the front lines of the office wars.
Take Precautions
It is wise to have some good measures in place to protect yourself if you are ever under a colleague's attack.
“Always have back-up for everything you've done in case a coworker tries to place blame on you,” says Aubyn Peterson, an administrative assistant for the Miss USA Pageant. For instance, save all emails with pertinent ideas you contributed and work you have done. “This way, you can be prepared to answer any difficult questions from your boss confidently and it won't just be your word against somebody else's; you'll have written proof,” she adds.
It's also important to remember the old adage about squeaky wheels getting the grease. “If you feel that a coworker is trying to oust you out of a well-deserved promotion, then do your job exceedingly well and make some noise,” says Peterson. “ Make sure your boss notices your excellent performance, and make doubly sure that your boss knows that you want to be promoted.”
Rise Above the Drama of Coworker Sabotage
If you can, don't let your coworker's anger or frustration get to you. You don't have to play a major role in somebody else's drama, and your coworker's hostility doesn't have to undermine your positive self-image or job performance.
“My first instincts are to resort to a voodoo doll, a stapler or a tube of Super Glue, but I fight those urges and try to remain calm and peaceful,” says Richard Ogawa, a sales and special events assistant for Broadway On and Off, a group ticket sales organization.
“I just avoid the situation,” Ogawa says. “I don't give the person the time of day. I don't get upset. I'm not mean, and I try to feel sorry for him for being in a state of mind that triggers him to create drama to make himself feel better.”
Laugh, If Possible
Try to find the humor, if any, in the situation. Ogawa has a few tricks he plays on himself to generate a little comic relief and defuse the tension. For instance, “whenever you want to yell ‘idiot,' yell ‘you superstar' inside,” Ogawa suggests.
Try to Communicate
There are times, though, when avoidance and humor won't work, and you have no choice but to address the situation. “If it comes down to having to confront the coworker, try and approach the situation with logic, not emotion,” says Peterson, who stresses that it is important for you to honestly make an effort to communicate with and try to see where your coworker is coming from.
Luvdanny@aol.com
...A memória do mundo foi entulhada de nomes de generais em vez de conversadores, talvez porque, no passado, as pessoas falassem bem menos do que hoje. “Um homem muito dado a falar, por mais sábio que seja, é incluído no rol dos tolos”, disse o príncipe persa Kai Kau’us de Gurgan, e o mundo concordou, a julgar pela maior parte da sua história... A província de Hame, na Finlândia, é de todas as mais silenciosa: ali os habitantes se orgulham da história do fazendeiro que visita o vizinho e senta-se calmamente por logo período, sem dizer uma palavra, antes que seu anfitrião lhe pergunte a que veio. Afinal, ele se força a revelar que sua casa pegou fogo... Os antropólogos registram a existência de lugares na África Central onde as pessoas “não se julgam na obrigação de conversar numa situação social, porque a fala, e não o silêncio, é que cria dificuldades”. Outros antropólogos analisaram o quanto é importante, em Madagascar, ser cuidadoso com o que se diz, porque a informação é um produto raro, que deve ser acumulado, já que concede prestígio, e porque fazer um pronunciamento que resulte falho causará grande perda de prestígio. Mas isso não é privilégio exclusivo de qualquer parte do mundo, é característica de muitas profissões e de muitas situações formais em qualquer outro lugar: há muitas razões para não se falar, acima de tudo o receio de passar por tolo. ... O que é instrutivo acerca de Madagascar é que os homens estão tão preocupados em perder prestígio ou em ofender outros homens, que deixam todo o discurso às mulheres. Quando desejam criticar, pedem às mulheres que o façam por eles....
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...Han Fei Tzu conheceu este problema no século II a.C. Não conseguia fazer com que o ouvissem. Era sempre mal interpretado; se tentasse ser espirituoso, acusavam-no de frívolo; se emitisse queixas, parecia falso; se falasse fora de hora, era punido; diferentes pessoas consideravam-no alternadamente inepto, presunçoso, arrogante, covarde e bajulador. Era de admirar, indagou, que ele fosse desconfiado acerca de se expressar e preocupado quando o fazia? E, no entanto, ele gostava de conversar e de dar sua opinião, o que, eventualmente, valeu-lhe uma sentença de morte. Han Fei deixou um livro de ensaios acerca da “Indignação Solitária” e das “Dificuldades no Caminho da Persuasão”, nos quais demonstra que sabia o que devia Ter feito, mas não pôde fazê-lo: o obstáculo à conversação consistia em “não conhecer o coração” da pessoa com quem se falava, “para assim adequar meu modo de falar a ele”. Ele concluiu que o problema era que os seres humanos são um mistério.
E por isso, naturalmente, se tornam interessantes e vale a pena tentar falar-lhes. Se fossem previsíveis, não haveria razão maior para a conversa, que retira sua inspiração exatamente das diferenças entre os seres humanos.
...Os inimigos da conversa são a retórica, a competição, o jargão e as linguagens particulares, ou o desespero de não ser ouvido e de não ser compreendido... Somente quando aprendem a conversar as pessoas começam a ser iguais
* Pag. 37 - Uma História Íntima da Humanidade – Theodore Zeldin – Editora Record - 4a reimpressão – 1999.
“Em resumo, o tolo entra num processo de parceria com quem possui um leitura parcial (aparente) da realidade e produz resultados – o que pareceria ser resposta dada à sua eficácia. O tolo ouve do mundo oculto sua razões e, ao expô-las, o meio-sábio vê respostas do aparente. O tolo é um instrumento; nossa tolice e ingenuidade são instrumentos para romper barreiras do impossível. Diz o ditado iídiche: “Quando a tarefa é volumosa e árdua, quando se tem muito o que fazer, vá dormir!”. Guei sch’lufen – “vá dormir” – é um artifício para evocar uma dimensão menos comprometida com as cansadas e desgastadas formas de pensar. Fazendo emergir o ingênuo de cada um de nós, este artifício abre possibilidade para compreender os meios, os ambientes, desde onde é possível desmascarar os círculos viciosos nos quais nossos pensamentos e decisões que buscam ser “espertos” e “sagazes” tornam-se presas fáceis. **
** Página 131 – O segredo Judaico de Resolução de Problemas – 9 a Edição – Nilton Bonder
Meu comentário
Textos extraídos e compilados por mim dos livros que já li, por achar certa semelhança na minha personalidade, pois gosto de tentar me entender na confusão ou caos que nos encontramos no século XXI.
Na primeira e segunda partes, o texto me fez lembrar quando um dos projetos iniciados por uma determinada empresa, não deu certo. Daí pediram para um subordinado explicar para os trabalhadores braçais que apesar de todo o esforço da equipe, teriam que abandonar o projeto (meio autofágico por natureza).
Na terceira parte, o texto me faz lembrar quando fui trabalhar em um determinado projeto. Na maioria das vezes me considero um tolo, sem falsa modéstia, mas como geralmente não estou comprometido com as aparências, consigo resolver problemas que para outros era considerado um “calo”, também não tenho medo de perder prestígio, pois nunca o tive! (primeira e segunda parte do texto).
Estamos acostumados com jogos em que alguém ganha e alguém perde. Todo ponto marcado pelo nosso adversário nos deixa um tanto para trás. Jogos de “ganhar-perder” parecem naturais, e muitas pessoas têm dificuldade em pensar num jogo que não seja de ganhar-perder. Em jogos de ganhar-perder, as perdas apenas equilibram os ganhos. É por isso que são chamados jogos de “soma-zero”. Não há ambigüidade sobre as intenções do adversário: dentro das regras do jogo, ele fará todo o possível para derrotar o outro…
Dentro das regras do Banco Imobiliário, não há nenhum modo de os jogadores cooperarem para quie todos se beneficiem. Não foi para isso que o jogo foi projetado. O mesmo vale para o boxe, o futebol, o hóquei, o basquete, o beisebol, o lacrosse, o tênis, o jogo da péla, o xadrez, todos os eventos olímpicos, a corrida de iate e carro, o pinochle, a amarelinha e a
política partidária. Em nenhum desses jogos, temos a oportunidade de praticar as Regras de Ouro e Prata, nem sequer a de Bronze. Há apenas espaço para as Regras de Ferro e Lata. Se veneramos a Regra de Ouro, por que ela é tão rara nos jogos que ensinamos às crianças?
Depois de 1 milhão de anos de tribos intermitentemente guerreiras, logo pensamos à maneira da soma-zero, tratando toda interação como uma competição ou um conflito. No entanto, a guerra nuclear (e muitas guerras convencionais), a depressão econômica e os ataques ao meio ambiente global são todas proposições de “perder-perder”. Interesses humanos vitais como o amor, a amizade, a paternidade e maternidade, a música e a busca do conhecimento são proposições de “ganhar-ganhar”. A nossa visão fica perigosamente estreita, se apenas conhecemos ganhar-perder.
A área científica que trata dessas questões se chama teoria do jogo, usada na tática e estratégica militares, na política comercial, na competição empresarial, na redução da poluição ambiental e nos planos de guerra militar. O jogo paradigmático é o Dilema do Prisioneiro. Está muito distante da soma-zero. Os resultados de ganhar-ganhar, ganhar-perder e perder-perder são todos possíveis.
O Dilema do Prisioneiro é um jogo muito simples. A vida real é consideravelmente mais complexa. Se meu pai dá a nossa maça ao homem dos lápis, terá mais chances de receber de volta a maça? Não do homem dos lápis; nunca mais o veremos. Mas atos difundidos de caridade podem melhorar a economia e conseguir um aumento para o meu pai? Ou damos a maçã em busca de recompensas emocionais, e não econômicas? Além disso, ao contrário dos participantes num jogo ideal do Dilema do Prisioneiro, os seres humanos e as nações começam a interagir com predisposições, tanto hereditárias como culturais.
Mas as lições centrais num rodízio não muito prolongado do Dilema do Prisioneiro são a clareza estratégica; sobre a natureza auto-destrutiva da inveja; sobre a importância das metas de longo prazo em relação às de curto prazo; sobre os perigos tanto da tirania como da ingenuidade; e especialmente sobre a possibilidade de abordar toda a questão das regras da vida diária como um assunto experimental. A teoria do jogo também sugere que um amplo conhecimento de história é uma ferramenta-chave para a sobrevivência.
[/b]TABELA DE REGRAS PROPOSTAS PARA A VIDA DIÁRIA[/b]
A Regra de Ouro Faz aos outros o que desejas que te façam.
A Regra de Prata Não faças aos outros o que não desejas que te façam.
A Regra de Bronze Faz aos outros o que te fazem.
A Regra de Ferro Faz aos outros o que quiseres, antes que te façam o mesmo.
A Regra “Tit-for-Tat” Coopera com os outros primeiro, depois faz aos outros o que te fazem.
As Regras do Jogo, página 197
Do livro: Bilhões e Bilhões – Carl Sagan – Cia. das Letras
Recomendo a leitura do livro TODO.
É preciso coragem para sentir medo.
Montaigne, Ensaios, III,6(1588)
Apolo, um olímpico, era o deus do Sol. Ele também se encarregava de outras questões, entre as quais a profecia. Era uma de suas especialidades. Todos os deuses olímpicos podiam ver um pouco do futuro, mas Apolo era o único que sistematicamente oferecia esse dom aos humanos. Ele estabeleceu oráculos, senão o mais famoso o de Delfos, onde santificou a sacerdotisa. Ela era chamada de pítia, em referência ao píton, que era uma de suas encarnações. Reis e aristocratas - e de vez em quando pessoas comuns - iam a Delfos e suplicavam para saber o que estava por vir.
Entre os suplicantes estava Creso, rei da Lídia. Nós o lembramos na expressão "rico como Creso", que ainda é quase corrente. Talvez tenha se tornado sinônimo de riqueza, porque foi na sua época e reina do que as moedas foram inventadas - cunhadas por Creso no século VII a.C. (Lídia ficava na Anatólia, a atual Turquia.) Dinheiro de argila foi uma invenção sumeriana muito mais antiga. A ambição de Creso não podia ser contida dentro dos limites de sua pequena nação. E assim, segundo a História de Heródoto, ele imaginou que seria uma boa idéia invadir e subjugar a Pérsia, então a superpotência da Ásia ocidental. Ciro unira os persas e os medas, forjando o poderoso Império Persa. Naturalmente, Creso tinha alguns temores.
Para julgar a conveniência da invasão, mandou emissários consultarem o oráculo de Delfos. Podemos imaginá-los carregados de presentes opulentos - que, por sinal, ainda estavam expostos em Delfos um século mais tarde, na época de Heródoto. A pergunta que os emissários fizeram em nome de Creso foi: "O que acontecerá, se Creso declarar guerra a Pérsia?".
Sem hesitar, a pítia respondeu: "Ele vai destruir um poderoso Império".
"Os deuses estão conosco", pensou Creso, ou alguma outra coisa nesse sentido. "é hora de invadir!"
Lambendo os beiços e contando as suas satrapias, ele reuniu os seus exércitos de mercenários. Creso invadiu a Pérsia - e foi humilhantemente derrotado. Não só o poder lídio foi destruído, mas ele próprio se tomou, no resto da sua vida, um patético funcionário na corte persa, oferecendo pequenos conselhos a autoridades quase sempre indiferentes - um ex-rei parasito. É um pouco como se o imperador Hiroíto fosse viver o resto de seus dias como consultor na área de Washington, DC.
Bem, ele acabou realmente sentindo a injustiça de toda a situação. Afinal, observara as regras do jogo. Tinha pedido o conselho da pítia, pagara generosamente, e ela lhe causara danos. Por isso, mandou outro emissário ao oráculo (com presentes muito mais modestos dessa vez, apropriados às suas circunstâncias mais mesquinhas) e perguntou: "Como você pôde fazer isso comigo?". Eis a resposta, tirada da História de Heródoto:
A profecia dada por Apolo dizia que, se declarasse guerra A Pérsia, Creso destruiria um poderoso Império. Ora, diante dessa resposta, se tivesse sido bem aconselhado, ele deveria ter mandado emissários fazer mais perguntas, para saber se a sacerdotisa se referia ao seu próprio Império ou ao de Ciro. Mas Creso não compreendeu o que foi dito, nem fez novas perguntas. Por isso não deve culpar ninguém a não ser a si mesmo.
Se o oráculo de Delfos fosse apenas um embuste para espoliar monarcas crédulos, é claro que precisaria de desculpas para explicar os erros inevitáveis. Ambigüidades disfarçadas eram a sua principal mercadoria. Ainda assim, a lição da pítia é pertinente: mesmo a oráculos devemos fazer perguntas, perguntas inteligentes - mesmo quando eles parecem nos dizer exatamente o que queremos ouvir. Os traçadores de políticas não devem aceitar cegamente; devem compreender. E não devem permitir que suas próprias ambições criem obstáculos para o entendimento. A conversão da profecia em política deve ser feita com cuidado.
Esse conselho é perfeitamente aplicável aos oráculos modernos: os cientistas, os grupos think tank, as universidades, os institutos financiados pela indústria e os comitês consultivos da Academia Nacional de Ciências. Os traçadores de políticas enviam, às vezes relutantemente, as perguntas aos oráculos e recebem de volta a resposta. Nos dias de hoje, os oráculos muitas vezes oferecem voluntariamente as suas profecias, mesmo quando ninguém pergunta. Seus pronunciamentos são, em geral, muito mais detalhados que as perguntas – envolvendo brometo de metila ou o vértice circumpolar, os hidroclorofluorcarbonetos ou a geleira da Antártida Ocidental. As estimativas são às vezes expressas em termos de probabilidades numéricas. Parece quase impossível que o político honesto consiga ouvir um simples sim ou não. Os traçadores de políticas devem decidir o que fazer em resposta, se é que devem agir. A primeira coisa a fazer é compreender. E devido à natureza dos oráculos modernos e suas profecias, os traçadores de políticas precisam - mais do que nunca - compreender a ciência e a tecnologia. (Em resposta a essa necessidade, o Congresso Republicano aboliu tolamente o seu Departamento de Avaliação de Tecnologia. E quase não há cientistas entre os membros do Congresso dos Estados Unidos. Situação muito semelhante acontece nos outros países.)
Mas há outra história sobre Apolo e os oráculos, ao menos igualmente famosa, ao menos igualmente relevante. É a história de Cassandra, a princesa de Tróia. (Começa pouco antes de os gregos micênicos invadirem Tróia, dando início A Guerra de Tróia.) Ela era a mais inteligente e a mais bela das filhas do rei Príamo. Apolo, sempre à espreita de humanas atraentes (como aliás todos os deuses e deusas gregos), apaixonou-se por ela. Estranhamente - isso quase nunca
acontece nos mitos gregos -, ela resistiu as suas propostas amorosas. Por isso, ele tentou suborná-la. Mas o que poderia lhe dar? Ela já era uma princesa. Era rica e bela. Era feliz. Mesmo assim, Apolo tinha uma ou duas coisinhas a oferecer. Ele lhe prometeu o dom da profecia. A oferta era irresistível. Ela concordou. Quid pro quo. Apolo fez tudo o que os deuses fazem para transformar meros mortais em videntes, oráculos e profetas. Mas então, escandalosamente, Cassandra roeu a corda. Ela recusou as propostas de um deus.
Apolo ficou furioso. Mas não podia retirar o dom da profecia, porque, afinal, ele era um deus. (Digam o que disserem deles, os deuses cumprem as promessas.) Em vez disso, condenou Cassandra a um destino cruel e astucioso: que ninguém acreditaria nas suas profecias. (O que estou contando é tirado em grande parte da peça Agamenon, de Esquilo.) Para seu próprio povo, Cassandra profetiza a queda de Tróia.
Ninguém lhe dá atenção. Ela prediz a morte do principal invasor grego, Agamenon. Ela até prevê a sua própria morte prematura, e mais uma vez ninguém lhe dá atenção. Eles não queriam ouvir. Riam dela. Eles a chamavam - tanto os gregos como os troianos - "a dama das muitas tristezas". Hoje talvez a desconsiderassem como "uma profetiza do abismo e das trevas". Há um belo momento, quando ela não consegue compreender como é que essas profecias de catástrofe iminente - algumas das quais, se levadas a sério, poderiam ser evitadas - eram ignoradas. Ela diz para os gregos: "Como é que vocês não me compreendem? Conheço muito bem a sua língua". Mas o problema não era a sua pronúncia do grego. A resposta (estou parafraseando) foi: "Veja, é o seguinte. Até o oráculo de Delfos às vezes comete erros. Às vezes as suas profecias são ambíguas. Não podemos ter certeza. E se não podemos ter certeza a respeito de Delfos, certamente não podemos ter certeza a respeito do que você diz".
É o máximo que ela consegue como resposta substantiva. Acontecia o mesmo com os troianos: "Profetizei a meus conterrâneos", diz ela, "todos os seus desastres". Mas eles ignoraram as suas previsões e foram destruídos. Pouco depois, ela também o foi.
A resistência a profecia funesta experimentada por Cassandra pode ser reconhecida hoje em dia. Se somos confrontados com uma predição nefasta envolvendo forças poderosas que não podem ser prontamente influenciadas, temos uma tendência natural a rejeitar ou a ignorar a profecia. Mitigar ou contornar o perigo exigiria tempo, esforço, dinheiro, coragem. Poderia requerer que alterássemos as prioridades de nossas vidas. E nem toda predição de desastre, mesmo entre aquelas feitas por cientistas, se concretiza: a maioria da vida animal nos oceanos não morreu devido aos inseticidas; apesar da Etiópia e do Sahel, a fome mundial não foi a marca registrada da década de 80; a produção de alimentos no Sul da Ásia não foi drasticamente afetada pela queima dos poços petrolíferos do Kuwait em 1991; os meios de transporte supersônicos não constituem ameaça a camada de ozônio - embora todas essas predições tenham sido feitas por cientistas sérios.
Assim, quando somos confrontados com uma nova e incômoda predição, poderíamos ser tentados a dizer: "Improvável". "Abismo e trevas". "Nunca experimentamos nada nem remotamente parecido". "Tentando assustar todo o mundo”. “É ruim para o moral público."
A1ém do mais, se os fatores que precipitam a catástrofe prevista são de longa duração, então a própria predição é uma censura indireta ou tácita. Por que nós, cidadão comuns, permitimos que esse perigo se desenvolvesse? Não deveríamos ter nos informado a respeito mais cedo? Não somos cúmplices, uma vez que não tomamos as medidas para assegurar que os lideres governamentais eliminassem a ameaça? E como essas ruminações são incômodas - que nossa desatenção e inação possam Ter posto a nós e aqueles que amamos em perigo -, há uma tendência natural, embora ruim para a adaptação, de rejeitar toda a história. Sendo necessárias melhores evidências para que levemos a questão a sério. HA uma tentação de minimizar, descartar, esquecer. Os psiquiatras têm plena consciência dessa tentação. Dão-lhe o nome de "negação". Como diz a letra de uma antiga canção de rock : "A negação não é apenas um rio no Egito".
As histórias de Creso e Cassandra representam os dois extremos da reação política a predições de perigo mortal - o próprio Creso representa não o polo da aceitando crédula e acrítica (geralmente da garantia de que tudo está bem), provocada pela ganância ou outras falhas de caráter; e a resposta dos gregos e troianos a Cassandra representando o pólo da rejeição firme e obstinada à possibilidade de perigo. A tarefa do traçador de políticas é tomar um rumo prudente entre esses dois perigos.
Vamos supor que um grupo de cientistas afirme que uma grande catástrofe ambiental está avultando no Horizonte. A1ém disso, vamos supor que o necessário para evitar ou mitigar a catástrofe seja dispendioso: não só exige mitos recursos intelectuais e fiscais, mas também questiona a nossa maneira de pensar - quer dizer, é politicamente dispendioso. Em que momento os traçadores de políticas devem levar os profetas científicos a sério? Há meios de avaliar a validade profecias modernas - porque nos métodos da ciência existe um procedi-
mento de correção de erros, um conjunto de regras que tem funcionado repetidamente bem, às vezes chamado de método científico. Há um certo número de princípios (esbocei alguns deles no meu livro 0 mundo assombrado pelos demônios): argumentos de autoridade tem pouco peso ("porque sou eu que estou afirmando" não basta); a predição quantitativa é um modo excelente de separar as idéias úteis dos disparates; os métodos de análise devem produzir novos resultados plenamente coerentes com tudo o mais que conhecemos sobre o universo; o debate vigoroso é um sinal saudável; para que uma idéia seja levada a sério, as mesmas conclusões devem ser encontradas independente mente por grupos científicos competentes que concorrem entre si; e assim por diante. Há meios para que os traçadores de políticas tomem as suas decisões, para que encontrem um meio termo seguro entre a ação precipitada e a impassibilidade. É necessário alguma disciplina emocional, no entanto, e acima de tudo cidadãos cientificamente alfabetizados - capazes de julgar por si mesmos quando terríveis são os perigos.
Texto retirado do livro:
“Bilhões e bilhões – reflexões sobre vida e morte na virada do milênio” de Carl Sagan (1934-1996), páginas 88-93 – São Paulo - Companhia Das Letras, 1998.
Primeiro o texto abaixo:
A importância do "Não Sei"
Se vc ainda não sabe qual é a sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena:
Você está olhando pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e alí... aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta:
- Será que vai chover hoje???
- Se você responder "com certeza"... a sua área é Vendas:
- o pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo.
- Se a resposta for "sei lá, estou pensando em outra coisa"... então a sua área é Marketing:
- o pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando.
- Se você responder "sim há uma boa probabilidade"... você é da área de Engenharia:
- o pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números.
- Se a resposta for "depende"... você nasceu para Recursos Humanos:
- uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos.
- Se você responder "ah, a meteorologia diz que não"... você é da área de Contabilidade:
- o pessoal da Contabilidade sempre confia mais nos dados no que nos próprios olhos.
- Se a resposta for "sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuvas":
- então seu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparada para qualquer virada de tempo.
Agora, se você responder "não sei"... há uma boa chance que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando a diretoria da empresa.
De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder "não sei" quando não sabe. Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação.
Não sei, é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo, e pré-dispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão.
Parece simples, mas responder "não sei" é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa, por quê? Eu sinceramente "não sei".
MAX GEHRINGER
Agora a importância do vou pesquisar:
Quando se deseja realmente ser humilde, não simplório, a resposta que devemos dar é "vou pesquisar...", pois o "não sei" é só para os amigos realmente, pois com eles não precisamos explicar que iremos realmente pesquisar, eles já nos conhecem...
Já os "inimigos" qualquer resposta vai sor negativa, pois eles não irão acreditar mesmo!
A resposta "vou pesquisar" exclui o significado de "não sei", que nesse dias de neoliberalismo, Internet e "globalização", da conotação "não posso ou não quero responder ou não tenho tempo a perder!". O "não sei" pode ficar uma resposta nebulosa, pois com tanta informação disponível, fica difícil de encontrar uma pessoa que não sabe de um determinado assunto, pelo menos superficialmente ou ainda indicar quem possa respondê-la com proeficiência.
Uma vez respondi o "não sei" para um chefe de departamento, que estava junto com meu supervisor imediato. Estava seguindo o que aprendi no passado: "não responder sobre um assunto que não se tem conhecimento". Passado alguns minutos, meu supervisor me chamou e me disse: nunca responta "não sei", pois isto depõe contra sua imagem profissional, responda que "vou pesquisar"...mas não o "não sei".
Nosso "correspondente de guerra", Max Geringer, tem bastante o que contribuir com sua experiência empresarial, mas aqui no chão de fábrica, as coisas não são tão simples...Repare que a resposta "vou pesquisar" pode indicar um sujeito que não necessariamente deseja ser o presidente da empresa, mas essencialmente um pesquisador na empresa, usando uma ferramenta simples de criança: a Internet e o processo científico e ainda não ser nenhuma das profissões que ele descreveu!
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela
pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta,
quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim:
metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis e nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos e nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.
TENHO AMIGOS PARA SABER QUEM EU SOU
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil."
Oscar Wilde
1 - Top Gun: Tom Cruise é um piloto de avião. Ele é muito
bom, mas um trauma o impede de ser o melhor. Ele se
apaixona por uma mulher que o ajuda a superar, e no final
ele alcança seu objetivo.
2 - Dias de Trovão: Tom Cruise é um piloto de automóveis.
Ele é muito bom, mas um trauma o impede de ser o melhor.
Ele se apaixona por uma mulher que o ajuda a superar, e
no final ele alcança seu objetivo.
3 - Coquetel: Tom Cruise é um barman. Ele é muito bom,
mas um trauma o impede de ser o melhor. Ele se apaixona
por uma mulher que o ajuda a superar, e no final ele
alcança seu objetivo.
4 - Jerry Maguire: Tom Cruise é um agente de atletas. Ele
é muito bom, mas depois de ser demitido, fica
traumatizado, e este trauma o impede de ser o melhor. Ele
se apaixona por uma mulher que o ajuda a superar, e no
final ele alcança seu objetivo.
5 - Rain Man: Tom cruise é um importador de carros, um
empresário. Ele é muito bom bem-sucedido, mas um trauma o
impede de ser o melhor feliz. Ele se apaixona por uma
mulher encontra seu irmão autista que o ajuda a superar,
e no final ele alcança seu objetivo.
6 - Vanilla Sky: Tom Cruise é dono de uma editora. Ele é
muito bom, mas um acidente o impede de se manter como o
melhor. Ele se apaixona por uma mulher que o ajuda a
superar, e no final ele alcança seu objetivo. Mas
descobre que é tudo um sonho.
7 - A Cor do Dinheiro: Tom Cruise é jogador de sinuca.
Ele é muito bom, mas sua arrogância o impede de ser o
melhor. Até que Paul Newman aparece e o ajuda a superar,
e no final ele alcança seu objetivo.
8 - Questão de Honra: Tom Cruise é um advogado. Ele é
muito bom, mas um trauma o impede de ser o melhor. Ele se
torna amigo de uma outra advogada que o ajuda a superar,
e no final ele alcança seu objetivo.
9 - Minority Report: Tom Cruise é um policial do futuro.
Ele é o melhor, mas uma conspiração o coloca sob
suspeita. Ele seqüestra uma paranormal que o ajuda a
superar, e no final ele alcança seu objetivo.
10 - De Olhos Bem Fechados: Tom Cruise é um médico. Ele é
muito bom, mas depois de ser quase traído pela mulher,
fica traumatizado. Ele se mete em orgias e não come
ninguém. Isso o ajuda a superar seu trauma, e no final
ele volta para a mulher.
11 - A Firma: Tom Cruise é um advogado, mas ao cair em
uma rede de intrigas proporcionada pelo mega-escritório
em que trabalha, adquire um trauma que o impede de se
tornar o melhor. Com a ajuda de sua apaixonada esposa,
consegue alcançar seu objetivo.
12 - Entrevista com o Vampiro: Tom Cruise é um vampiro
fodão. Ele é muito bom, mas a chegada de um novo vampiro
o traumatiza, quase matando-o. Ele se apaixona pelo
vampiro e no final alcança seu objetivo.
13 - Magnólia: Tom Cruise é um guru de auto-ajuda
machista. Ele é muito bom, mas sua arrogância o impede de
ser feliz. Ele encontra seu pai no leito de morte e isso
o ajuda a superar, e no fim ele descobre a verdadeira
felicidade.
14 - Negócio Arriscado: Tom Cruise é um aluno
universitário. Ele é muito bom, mas um trauma o impede de
ser o melhor. Ele se apaixona por uma prostituta que o
ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo,
virando o cafetão de sua própria mulher.
15 - Nascido em 4 de julho: Tom Cruise é um combatente no
Vietnã. Ele é muito bom, mas um acidente o impede de se
manter como o melhor. Ele se apaixona por uma mulher, e
no final ele alcança seu objetivo, mesmo paralítico.
E... adivinhem o próximo filme!!! O ultimo samurai!!!
Tom Cruise é um militar contratado para treinar os
japoneses . Ele é capturado e um trauma o impede de se
tornar um samurai. Ele se apaixonada por uma japonesa e
no final ele consegue seu objetivo.
Meu comentário:
Luiz Borges (escritor argentino) já havia dito isto antes, e até mesmo fez um livro a respeito, que no caso era um sátira a todos os livros, já que fez somente o início e o fim dos mesmos, divididos em capítulos que representavam os supostos livros... Fez isto com a intenção que ninguém escrevesse mais uma história original, já que todas as histórias já estariam criadas e ninguém mais criaria uma original.
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