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Todas as idéias de purificação da raça foram criadas nos EUA no início do século XX. Tenho todos os livros à respeito para quem quiser saber mais...
Inclusive os senadores americanos logo após a I Guerra Mundial, ao verem tantos imigrantes poloneses, húngaros, etc... vindo para o país da estátua da libertadade, tiveram a infeliz idéia de criarem cotas de imigração para estes emigrantes, com a mera desculpa que a pureza da nação americana seria empobrecida pela vinda de "imbecís".
Os emigrantes cansados e recém chegados tinham que preencherem questionários de múltipla escolha, feitos em inglês, para emigrantes que mal sabiam falar o inglês!
Estes formulários foram feitos pelos que seriam hoje os primeiros psicólogos, já que esta profissão somente ficou na "moda" e atingiu seu ápice com a II Guerra Mundial, nos EUA, país dos psicólogos, gabaritos, estatísticas, testes de inteligência...
Leia mais também em "A guerra contra os fracos", nome do livro que conta toda a hipocrisia americana de se dizer contra os genocídios. Exceto Israel e Hungria, o país que tem o maior número de judeus são os EUA. Mas a retórica americana de se dizer a grande democracia mundial e protetor dos injustiçados e dos massacres em massa está atualmente à prova!
Leia o livro chamado: "Genocídio, a retórica americana em questão".
Para entenderem mais sobre a máquina burocrática criada para mapear, contabilizar e maximizar a "Solução Final" foi feita com ajuda de gente comum e mais toda a boa vontade daIBM. Leia o livro: "[b]A IBM e o Holocausto[/b]".
Vocês irão entender por que as idéias de Hítler saírão do país mais "democrático e livre" do mundo, mas não é razão para amenizar o que o carrasco nazista fez, pelo contrário, gostaria que todos soubessem de qual modelo ele se inspirou, e não adianta colocar a culpa no sr. Darwin, pois suas idéias foram deturpadas para justificar o injustificável.
Os EUA,de bonzinhos eles não tem nada!
[...]A percepção visual é a mais excitante forma de conhecer o mundo, mas os relativistas estão menos interessados no modo como vemos os objetos do que no modo como os categorizamos: como classificamos noas experiências em categorias conceituais como aves, ferramenteas e pessoas. A suposição aparentemente inócua de que as categorias da mente correspondem a algo na realidade tornou-se uma idéia polêmica no século XX porque algumas categorias - estereótipos de raça, gênero, etnia e orientação sexual - podem se danosas quando usadas para discriminar ou oprimir.
A palavra estereótipo originalmente se referia a um tipo de prancha de impressão. Sua acepção atual de imagem pejorativa e incorreta para uma catetoria de pessoas foi introduzida em 1922 pelo jornalista Walter Lippmann. Ele foi um importante intelectual que, entre outras coisa, ajudou a fundar a revista The New Republic, influenciou as políticas de Woodrow Wilson no final da Primeira Guerra Mundial e escreveu algumas das primeiras críticas aos testes de QI. Em seu livro Public opinion [“Opinião pública”, sem tradução em português], Lippmann mostrou-se preocupado com a dificuldade de atingir a verdadeira democracia em um época na qual pessoas comuns não mais podiam jugar questões públicas racionalmente porque obtinham suas informações no que hoje chamamos de soud bites: breves pronunciamentos de autoridades na mídia. Como parte deste argumento, Lippmann afirmou que os conceitos que as pessoas comuns tinham de grupos sociais eram estereótipos: imagens mentais incompletas, tendenciosas, insensíveis a variações e resistentes a informações refutadoras. [...]
Página 280, do Livro Tábula Rasa, Steven Pinker, 2004, Cia das Letras, SP.
Meu comentário:
Minha crença em que não mais podemos contar com decisões que venham de "juri popular" ou qualquer coisa parecida, vem bem mais remotamente que o texto abaixo, mas como estou acabando de ler este livro "Tábula Rasa" e nele, o autor também manifesta (creio eu) a mesma opinião, e a explicação está extamente no texto abaixo. E mais um item a acrescentar nisso tudo: nenhum político ou homem público manifesta sua opinião de forma taxativa, principalmente se o tema é polêmico, a não ser que não seja um nome tão expressivo e que deseja fazer carreira política em cima de um tema polêmico, mesmo sem conhecer as implicações de sua manifestação, seja ela a favor ou contra. A questão para este último tipo é só levantar polêmica.
Acesse o link abaixo para entender o meu comentário:
[b]Alemanha inaugura monumento aos judeus mortos na Segunda Guerra[/b]
Confira meu outro texto sobre um item da ética nas empresas.
Veja o texto: "[b]A Globalização e a Nova Divizão do Trabalho[/b]".
Degussa é a principal fornecedora de catalizadores para os escapamentos de veículos. Eles conhecem sobre o assunto!
"A palavra é mais forte que a espada"
Sobre a crônica de JOÃO UBALDO RIBEIRO publicada no O Globo, com o título de "[b] Fala Zero[/b]", que critica a cartilha do governo brasileiro para o uso de palavras "politicamente corretas".
Um filme que passou anos atrás foi um chamado "[b]Revelações[/b]", com Antony Hopkins e Nicole Kidman. É exatamente o que já ocorreu nos E.U.A., a questão do uso de palavras "politicamente corretas" na língua inglesa (ou americana), - Existe também um filme oposto: "Politicamente Incorreto" -.
Isto tudo que está ocorrendo no Brasil é uma conseqüêmcia da chegada no poder dos intelectuais de esquerda. É igual aquela lei de um país escandinavo: "Agora é proibido sentar no colo do Papai Noel", pois isto se parece com pedofilia. Talvez esta medida somente veio porque estamos na era do Viagra, pois agora o "saco" do Papai Noel pode até não ser de brinquedo! Pode funcionar!
Tudo no filme gira em torno de uma palavra dita, uma gíria. No passado ela se referia a pessoas em geral, e como o professor que a pronunciou era o reitor da universidade, várias questões políticas para tirá-lo do cargo foram colocadas em jogo, principalmente quando o mesmo "escorregou" no uso da mesma (uma gíria, uma palavra), sem maldade alguma, as orelhas dos patrulheiros de plantão estavam de pé e usaram este mal intendido caluniar o reitor e retirá-lo do cargo, acusando-o de "racismo" pelo uso da tal palavra, que para o professor era normal, pois ele era erudito... Tal qual o autor da crônica, "Fala Zero".
Acho que todos estão repetindo um erro histórico, no sentido de: "um erro grandioso e historicamente documentado", para corrigir outro erro histórico, no sentido de "no tempo passado e com raízes econômico-sócio-culturais".
Outro exemplo é o uso de brinquedos na forma de arma por nossas criança. O que fazer? Proibir? Criar uma lista de brinquedos não recomendados? Estabelecer limites com as crianças e a relação de confiança?
Fui também pego de surpresa quando vi minha filha brincando com a mão como se fosse um revolver. E por último quando achei por acaso um brinquedo de jogar jatos d'água em sua muchila de escola. Este veio por engano, pois não é dela. Daí vi de onde vinha a brincadeira. Resolvi devolver o "brinquedinho" para a diretora da escola. Me dirigi a ela e disse que em outras escolas havia uma lista de brinquedos "não recomendáveis". Ela me respondeu com uma aula de pedagogia e psicologia, me dizendo que as crianças tem que conhecer o lado "mau" e o lado "bom" . E nós adultos, acompanharmos o seu desenvolvimento. Procurando saber quando a criança "liga" a fantasia do uso da arma e quando a mesma se "desliga" da fantasia. Isto é, NÃO SE DEVE TER O POLICIAMENTO DA CRIANÇA OBSTRUINDO DELA O USO DO BRINQUEDO, use o brinquedo como analogia as palavras.
Será que então não devemos repreender as crianças (e os adultos) sobre as piadas sobre: "português", "preto", "loiras", "bichas", "protitutas", "judeus", "turcos","polacos", "pobres", "ricos", "malandro", "jeca", "peão", "fazendeiro", "polícia", "do pão-duro", "gago", etc...
Eu por exemplo, não faria uma piada sobre "preto" com qualquer um da "raça" negra (o conceito de raça também é uma invenção sem sentido biológico), pois não tenho jogo de cintura para isto. Meu sobrinho de 15 anos, já tem este jogo de cintura. Ele brinca com vários amigos "negros" dele mas até que ponto isto é um ponto positivo, ou negativo, se é que podemos classificar isto de "um" ou isto "daquilo"? Sem usar muito de nada que já li em livros ou coisas acadêmicas digo-lhes: ele brinca assim porque tem essa liberdade com seus amigos. E estes são verdadeiramente amigos de "farra", pois do contrário sairia briga. Imagino que se outra pessoa falasse isto para os seus amigos, sairia faísca... A questão toda é como, quando, e quem fala, e não somente as palavras usadas soltas nas páginas de uma cartilha de: use isto, não use aquilo...
Eu acredito que o que se pregou na revolução francesa: "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", o que mais foi deturpado foi a idéia bizarra de que "todos são iguais". São iguais perante a lei (que também não é verdade!), não iguais em pensamentos, em origem, no ser, no espírito, nas crenças. Acredito também que a velha frase conhecida nos meios acadêmicos de direito: "pau que bate em João, bate em Pedro", ou coisa parecida, é a frase mais idiota que existe! AS PESSOAS NÃO SÃO IGUAIS! Uma lei feita para um talvez seja muito para outro e pouco para outro.
Compare duas pessoas, pegue um extremo, a análise dos extremos ainda é muito difícil para nós humanos tirarmos regras sobre a vida. Escolhemos um ser humano(?), pessoa (?) "classificada" genuinamente como sociopata. E outra qualquer ser humano num grupo de mil, preso num presídio por um crime qualquer. Agora imagine um terceiro crime (homicídio) sendo cometido por ambos, como aplicar a MESMA LEI PARA UM E A MESMA PARA O OUTRO? Você deixaria o sociopata livre depois de 6 anos?
[b]VEJAM O FILME, "Revelações", eu garanto "procês" que é muito parecido...[/b]
Vejam esta matéria no O GLOBO: [b]Alemanha inaugura monumento aos judeus mortos na Segunda Guerra[/b], não é só o Brasil que tem problemas de etnia. Na Alemanha eles discutem a morte de alguns milhões de pessoas, e para quem vai ser o monumento da vergonha nacional...
Faltou o vinho para os prisoneiros. Este tem se mostrado ótimo para a saúde, desde os tempos mais remotos, e não está na recomendação do médico Dráuzio Varella, no seu texto: A arte de não adoecer
Nada melhor para o ser humano do que ter a sensação de ser saciado, pois "nem só de pão vive o homem".
Não conheço nenhum líder que não tivesse pesadelos ou que não tivesse uma noite mal dormida, antes de uma decisão que afetaria não somente sua vida, mais de todos ao seu redor. E nenhum deles, pelo menos que eu saiba, deixaria de sê-lo por mais de um segundo.
Assim acontece com todos, mas nossa cultura ocidental, nos remete a idoladrar tais pessoas, de modo que estes não tivessem problemas.
É algo comparado a nossa busca por uma história da vida pessoal de Jesus - líder religioso somente. Não achamos nada sobre este último. Pois ele só veio a ser notado aos 30 anos, exatamente nos seus últimos 3 anos de vida terrena, quando começou a creare problemas. Ao contrário da vida terrena de Maomé - líder religioso e político - , que temos uma maior descrição de sua vida terrena, pois este se declarou somente um profeta de Deus. Diferente do nosso Jesus, o "Cristo", que se declarou Filho de Deus. Relembre o sofrimento antecipado de Jesus antes da crucificação, e diante de suas próprias profecias sobre seu julgamento e crucificação.
É normal ter problemas. O que nos remete a algumas questões inexoráveis: Temos que saber sofrer e não fugir do sofrimento, pois como se diz: "o sofrimento que não mata, fortalece".
Se uma empresa é formada de seres humanos, ela sofre como um ser humano, pois ela quase se torna um ser orgânico também.
Quem sabe este sofrimento gigantesco não é sentido por quem é sensível?
Comecei a trabalhar bem cedo para padrões urbanos no Brasil, 15 anos. Que para padrões da zona rural no mesmo período podemos dizer que foi tarde, acredito que ainda é assim até hoje, em pleno século XXI. Comecei como contínuo no Banco Real, antigo Banco da Lavoura de Minas Gerais, com sede aqui em Belo Horizonte, fundado por Clemente Faria. Trabalhei no Banco Real por 2 anos e alguns mêses. Uma vez fui levar as contas de energia elétrica recebidas pelo banco para a empresa de energia, e vi um anúncio de concurso. Era o Concurso do SENAI, para jovens de até 17 anos incompletos. Na inscrição dizia que era para “leiturista, eletricista de distribuição, e operador de usina.” Durante o período que compreendeu deste a minha inscrição no concurso, o recebimento da carta indicando a classificação (carta esta que guardo até hoje), e os exames médicos em Sete Lagoas, eu já havia sido promovido para escriturário no banco. Lembro-me que quanhava 6 vêzes mais que o ganharia como aprendiz do SENAI, mas como sempre foi meu sonho trabalhar numa empresa de energia elétrica, não tive dúvidas sobre a opção que iria fazer. Somente a dúvida: Distribuição ou Geração? Quando pedi demissão, em janeiro de 1982, tive 20 dias para tirar férias e pensar a respeito. Viajei para Cabo Frio, e na década de 80, Cabo Frio era Minas Gerais. Quando estava em uma praia de Búzios, conheci um futuro colega , e ele me indicou a distribuição como melhor opção para as minhas intensões naquela época. Algo que ele me disse me chamou a atenção para a minha escolha: se fizesse o curso de eletricista, o que seria a distribuição, iria garantir pelo menos uma profissão de eletricista fora da empresa, mais comum que um operador de usina, já que naquela época, somente esta estatal possuía usinas, pela lei de monopólio. Esta pessoa, que não me lembro mais quem é, já me dizia em 1982: a empresa está mudando...
Naquela época, ser empregado da estatal, já não era lá tão bom quanto foi anos antes, mas todas as mães e pais, sonhavam que seus filhos trabalhassem em alguma estatal qualquer ou na decadente carreira militar. Trabalhar para qualquer uma dessas empresas estatais era a garantia de uma aponsetadoria tranqüila... Esta questão, ainda não me vinha a cabeça pois sendo jovem, isto não é um valor a se dar valor, pessoalmente escolhi entrar porque gostava do serviço que iria fazer, sempre gostei de engenhocas, aventura era meu sobrenome. E isto tudo eu tive no período que fui eletricista. Trabalhei em muitas cidades, conheci muitas pessoas, tanto dentro como fora da empresa. A experiência de ligar uma residência na zona rural ou as primeiras casas de um novo bairro é sempre única. Isto deve ser mais especial em Minas Gerais, por este interior imenso. Um estado que é maior que a França.
Vim de uma família de servidores federais públicos, para mim o trato do bem público sempre foi uma questão de honra, que aprendi desde pequeno, pois sempre morei em prédios públicos, sendo a casa ou apartamento, pertenciam a União. Meu pai é a pessoa mais proxima da defesa e da prática de uma ética pública que conheci, e aprendi tanto como me comportar com o dinheiro público e de como comportar-me com o relacionamento com as pessoas com que eu deveria servir. Estou dizendo isto porque quando era eletricista e fazia as ligações de novos consumidores na zona rural ou em novos bairros, as pessoas viam o carro da empresa e literalmente nos recebiam como se fóssemos o doutor da família.
As escadas eram colocadas no poste, outra no “padrão”, passávamos os fios entre os dois pontos, ligávamos o medidor de energia, chamado pelos moradores de “relógio”. Quando tudo estava pronto, ligávamos a chave e pedíamos ao morador para ligar algo em sua casa para “testar” o nosso trabalho. Quando o morador via luz da sala acesa, alegremente ele já nos convidava para aquele “cafezinho com queijo”. Mas aí vinha a dúvida! Estávamos ou não sendo anti-éticos? Deveriamos recusar? Sendo empregados da empresa deverímos cuidar da imagem da nossa empresa, pois ali a estávamos representando. Qual das decisões traria melhor benefício da imagem da empresa junto ao consumidor? O aceite, poderia representar tirar alimento de quem já não tinha nada? E o não aceitar representaria um desrespeito a hospitalidade mineira? E como conseqüência uma vizão não humana da relação empresa x cliente?
Hoje escrevo este texto, e com 23 anos após ter entrado na empresa, continuo a ouvir que a mesma está mudando...
Quando me formei no segundo curso de nível médio, o de técnico de eletrônica, o projeto que deveria apresentar junto a diretória da escola (COTEOM – Divinópolis), era relativo a tecnologia que havia aprendido na escola integrado com uma grande necessidade da minha empresa, pelo menos eu achava. Fiz um testator de continuídade eletrônico. Este era transistorizado e tinha uma alta sensibilidade ôhmica. Desta forma ele identificava o condutor que estava aterrado, por meio de um “LED” aceso e uma pequena cigarra que fazia um barulho. Tanto o sinal luminoso e o barulho eram diretamente proporcionais as condições de aterramento, por exemplo: aterramento bom sinais altos, aterramento ruim ou inexistente, nenhum dos sinais ou baixos.
Fiz um relatório próprio para a escola. Os professores gostaram muito, e recebi meu diploma de técnico de eletrônica por causa do meu projeto (algo prático deveria ser entregue). Quando pedi para que um dos engenheiros que trabalhavam na empresa de minha cidade me fizesse um relatório sobre o mesmo, nada recebi documentado. Parecia que aquele testator de continuidade, que para meus professores era de extrema simplicidade técnica, e que para mim também era, era para o engenheiro uma tese do tipo: “absorvição de energia por corpos compactos”.
Em resumo: nunca tive o famoso “feed-back” da empresa como empregado e criador. Pensei comigo: como poderei escrever sobre um trabalho que eu mesmo fiz? Não estaria eu caindo de algum modo em um pensamento seletivo? Conterá apenas as visões boas do próprio inventor? ...
No início de 1987, vim para Belo Horizonte. Fiz entrevista com um engenheiro novo, e que já tinha o título da época de “Chefe de Divisão”. O local era o Anel Rodoviário, e o cargo pretendido era o de eletricista. Esperei por ele na sua sala. Quando chegou vi que realmente ele era novo, e num momento de desenvoltura inexplicável de minha parte, disse-lhe: “Poxa, você é realmente novo mesmo, esperava encontrar um engenheiro mais velho”. Devo ter amaciado seu ego, pois, ele me pediu minhas qualifiações e me orientou a procurar outra pessoa que precisava de um perfil igual ao meu. Com isto foi trabalhar como atendente do telefone, do plantão da rede elétrica da capital mineira. Ficava na rua Itambé, 114, oitavo andar. Na sala havia 18 mêsas, com um telefone comum em cima e um bloco de anotações chamado de “RC” (Reclamações de Consumidores). Nele de modo “mágico” anotávamos os endereços onde faltava energia, que por sua vez, anotávamos em folhas de A3 colocadas num quadripé que prendia as folhas com anotações, e as folhas em branco no fundo. Quando tínhamos uma chuva forte, esta maneira de identificar os locais de ocorrência, seria engraçado se não fosse numa situação de desespero para quem ligava. Escrivíamos em tantas folhas A3, que elas tinham que serem fixadas nas paredes desta sala, que as vezes era totalmente tomada por folhas com os nomes dos bairros e os endereços dos consumidores sem energia. Isto era feito para que nós atendentes não tirássemos uma outra reclamação, ou “RC” para uma mesma rua, bairro ou endereço. Nos dias chamados “atípicos”, as folhas eram tantas que tínhanhos de subir nas mêsas para que fossem pregadas numa altura maior, pois em alturas medianas já estavam todas tomadas pelas mesmas... Isto não é uma piada! É a mais pura verdade! Eu presenciei isto!
Com o desenvolvimento da informática isto veio a acabar, graças a Deus, e pelo bem dos atendentes e dos clientes. Hoje tudo é informatizado num sistema criado pelos próprios analistas da empresa. Este foi tecido com a bagagem de todos os que já passaram pelo atendimento, triagem, rádio operador, encarregados, eletricistas, engenheiros, analistas, e os que lideram a todas estas pessoas (superintendentes, assistentes), etc... Do início de meu trabalho em 1987 ao final dele, quando saí de lá, em 2002, muitas coisas mudaram na empresa.
Foi criada a “Declaração de Princípios Éticos e Código de Conduta Profissional”, a empresa está se desverticalizando. Também a declaração explícita da necessidade de lucros para nossos acionistas assim como a necessidade de se ter uma política de responsabilidade social atrelada. E também a idéia de se criar uma política de “meritocracia”.
Trabalho na área de desenvolvimento de sistemas atualmente, sou um programador de sistemas. Já passei da idade de ser alguma coisa, no contexto atual de "empreendorismo", mas também não estou no fim de carreira e nem com o “pé na cova” como diriam os nossos pais. Gosto do que faço. Tirando a parte ruim minha, sou bom como todos aqui (assim como todo ser humano), não somos perfeitos. Tenho conciência de que um problema para mim pode parecer simples, mas para quem ocupa uma superintendência ou diretoria, este pode não se tornar tão simples qualquer decisão, pois temos visões diferentes da empresa, e temos responsabilidades diferentes. Faço aqui minha “mea culpa”, pois já foi incoveniente por mandar e-mail para quem não devia. Mas o fato é que já fiz e não tem como voltar atrás. Mas deve ser minha virtude, a persistência, uma das duas que tenho, a outra é a capacidade de lembrar as coisas que já li. Digo isto não por arrogância esnobe, mas por acreditar que não tenho muitas outras qualidades, por isso faço questão de falar das duas. Meus defeitos vocês já conhecem muito bem, não é preciso que lhes diga.
Por que comecei o texto com meu início na empresa? Pois tenho certeza que quando aquela pessoa me falou que a empresa estava mudando há 23 anos atraz, certamente todos nós hoje, mais do que nunca sabemos que a mudança deve ser constante e parafraseando alguém, “a mudança não é um lugar que se chega, mas uma viagem permanente”. Quando envio e-mails para alquém, dentro da empresa, espero um retorno, positivo ou negativo do assundo. Não estou queixando de falta de oportudinidade para aprender, pelo contrário, aprendo sempre com os cursos que minha empresa me proporciona e dos livros que leio em casa, de história natural, de biologia, de história, de ética, de religião, de psicologia, e por fim os de INFORMÁTICA que leio. Sou uma pessoa de muita intuição. Aprendo mais com a prática do dia a dia, do que se tentarem me passar conceitos numa sala de aula sobre qualquer assunto. Muitos me tomam como tolo.
Farei aqui a pergunta que não quer calar dentro de minha mente: ainda tenho oportunidade? Sou uma pessoa apática? Devo ficar quieto “na minha” fazendo simplesmente o que me mandam? Ou devo me interagir mais dentro dos limites de meio?
A pergunda se faz concreta dentro de mim por que quanto mais eu aprendo, mais vejo as necessidade de mudança de conceitos. E não digo que os nossos supervisores gostam porque gostam de um certa estabilidade (“status quo”), ela é boa para manter o controle das coisas e responder de imediado uma pergunda vinda de um superior hierárquico. Mas até que isto contrapõe a “meritocracia” no sentido de que se eu cumprir o que me pedem, e o que me pedem vem de uma situação de “não traga mais dúvidas”, ou seja, não alterar formas de trabalhar para que se tenhamos uma ilusão de “produtividade”. Será isto correto? Será que a meritocracia virá de um desenvolvimento individual exacerbado em contraposição de um crescimento do grupo?
Por exemplo, se tiver uma idéia original? Oque fazer com ela? A pessoa que não tem um curso superior então não precisaria ser criativa, pois não vai alterar sua posição, que significa, alteração no valor no pagamento mensal? Quem não se envolve com estas idéias é porque está atarefado? Está pensando somente na meta do mês? Da semana? Do Dia? Existirá um fórum para tornar pública as várias formas de resolução de problemas? A empresa tem interesse em ter um banco de idéias? (de problemas já resolvidos, suas formas de resolver). Isto não pruducente? Afeta a segurança da informação? Está na contramão da idéia de meritocracia?
Para finalizar a última pergunta: a meritocracia leva a aristocracia? A sençação do serviço bem feito só é paupável num ofício mais artesanal, como os eletricistas? Pois eles (eletricistas) lidam com menos problemas éticos, e a questão é somente de quantidade a ser feita? Estamos mudando lentamente ou numa velocidade elevada? Temos resistência da mudança na própria gerência?
Frases para a ocasião:
Devemos dizer ao povo o que ele precisa saber e não o que ele gostaria de ouvir. (J. F. Kennedy).
O consenso é a negação da liderança. (M. Thatcher)
A sociedade que coloca a igualdade à frente da liberdade irá terminar sem as duas.(Milton Friedman).
Belo Horizonte, 12 de janeiro de 2003.
Senhores Editores,
Envio-lhes uma sugestão para seu livro "As coisas Boas da Vida".
Mesmo com meu pouco conhecimento do assunto, digo isto porque realmente não sou um especialista no assunto, pois nem mesmo me graduei neste ramo do conhecimento humano. Sou graduando em Engenharia Elétrica na PUC-MG.
Sugestão:
As fotos do livros são boas no sentido fotográfico, mas carecem de inserir o rosto do Brasil, já que as pessoas "retratadas" são do tipo "anglo-saxônicas". Parece que as fotografias vieram dos Estados Unidos ou europa.
Num ano em que o Brasil tenta resgatar a sua dignidade e sua auto-estima com um novo governo, e digo mais, seria até mesmo economicamente producente, que você inserissem fotos que não somente lembrassem o povo brasileiro, mas que se um pai de família negro desse este livro de presente ao seu filho, este não se sentisse discriminado porque seu tom de pele não aparece no livro "As Coisas Boas da Vida".
Na sua reedição, por favor, me avisem para que eu a compre.
Atenciosamente,
Uma frase conservadora:
"Se você quiser manter tudo como está, mude tudo, extamente para nada mudar!"
Parafraseando a mesma tenho uma NÃO conservadora:
"Se você quiser alterar tudo mantenha o tudo como está e espere o que virá..."
Sem comentários.
"O tempo só existe para que as coisas não aconteçam simultaneamente!" Albert Eistein
No meu biombo tem um relógio que foi especialmente preparado para funcionar no sentido anti-horário. É para que as pessoas comecem a se imaginar a repensar o mundo em que vivem, não necessariamente o dia inteiro, pois isto nos levaria também ao caos.
Mas enxergar um mundo convencionado ou homogenizado, serve para facilitar a comunicação entre as pessoas, e no caso do relógio, foi adotada uma espécie de linguagem comum, que poderíamos dizer que é uma "convenção" - O números estão numa certa "ordem" e os ponteiros andam também naquela "ordem".
O que nos faz caminhar com rapidez numa auto-estrada é exatamente as convenções impostas para que penssemos com rapidez e menos vezes, e que nossos reflexos estejam preparados principalmente para o inexperado. A analogia da auto-estrada é um "paradigma". Muitas vezes nos beneficiamos dêle, quando guiamos o nosso carro e o outro motorista também entende o que você vai fazer quando liga uma seta. Um buraco na estrada, ou uma colisão entre dois carros na nossa frente (na estrada) é um "obstáculo", literalmente! Temos que enfrentá-lo rapidamente, e tomarmos uma decisão em menos de 2 segundos. Mas esta decisão, não virá como um "pintura" de um artista criativo, mas como fruto de um trabalho de preparação constante de nossa mente para situações adversas.
Para cada profissional, seja ele um motorista profissional ou amador, no momento em que se entrega a habilitação, após o treinamento teórico e prático, ele deverá ter esta consciência ao segurar no volante do carro: tudo em que nos comprometemos a fazer tem riscos associados.
Não podemos prever o futuro, pois os que tentaram - os guros ou futurologistas de plantão - erraram junto com as gargalhadas do senhor "tempo". E quem mais se aproximou do futuro, foram os romancistas, sem a rigidez de querer acertar, por isso o senhor "tempo" é mais benévolo com eles.
O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal.
O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana. Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
- Ele sempre te trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
- Sim, sou.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
- Porque não quero que ele decida como eu devo agir. Nós somos nossos "próprios donos".
Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e
da raiva dos outros.
Não são os ambientes que nos transformam, e sim nós que transformamos os ambientes.
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