Quem ri por último, ri melhor!
Alguns dias atraz li o texto do Sr. Stephen Kanitz, entitulado: "O Futuro é Preto e Branco?"
Na verdade a pergunta do título tenta dizer que não existe somente a dicotomia entre o "preto" e o "branco", e que existem os tons intermediários entre os dois. No caso, ele expressava a tendência do crescimento do 3o. setor da economia, "a entidades sem fins lucrativos que fossem administrativa e socialmente competentes", segundo ele mesmo.
Outra abordagem do Sr. Kanits, era o uso do termo "gênio" e sobre a "insjustiças do capitalismo moderno":
"As grandes soluções feitas por gênios são coisas do século passado, hoje é a equipe. Um exemplo é a internet, que é a soma do que várias pessoas inventaram. A pessoa que inventou o "@" no e-mail não ganhou absolutamente nada. Quem inventou o e-mail também não. Às vezes, quem ganha é quem faz a última inovação, e essa é uma das injustiças do capitalismo moderno."
Acontece que o Sr. Kanits, também tem a idéia errônea sobre o que significa "gênio" criativo, e que é tendencioso para afirmar que "hoje é a equipe".
Hoje não é a "equipe" é o "establishment". Continua sendo!
Na ciência isto também ocorre.Todos os físicos realmente sabem das contribuições de seus colegas anteriores, e muitas vezes fazem até parte da referência dos mesmos nos trabalhos. Existe uma regra que três é o número máximo de pessoas a receberem o prêmio Nobel. Num caso típico, quando o Sr. Richard Feyman recebeu seu prêmio Nobel, em 1965, logo em seguida ele passa pelo laboratório CERN, onde daria uma conferência. Na platéia estava uma das pessoas em que seu trabalho teve grande contribuição, o E. C. G. Stueckelberg. Após a conferência, Feynman foi rodeado por um grupo de admiradores, enquanto Stueckelberg abandonava o auditório sozinho, acompanhado apenas pelo sue fiel cachorro. Então ao vê-lo sair Feiynman disse:
He did the work and walk alone toward the sunset; and; here I am,
covered in all the glory, which righfully should be his.
"O critério da competência, ou seja que apenas os mais aptos e capazes sobrevivem, ou se destacam, se dão melhor, etc; não é nem mesmo suficiente, até a ciência tem sua parte de 'mito', de 'retórica'..."
Vicent Pleitz, Instituto de Física Teórica, Universidade Estadual Paulista - vicente@ift.unesp.br
Grandes descobertas ainda precisam serem abraçadas por quem tem grandes tradições e um grande "back-up" (apoio). Assim o foi e assim será! Infelizmente. Fora dessa forma, elas passarão por um percurso lento e caótico. Pois é assim que vivemos o dia-a-dia.
|