Quero Ser Grande 

Quero Ser Grande

Dizem os cientistas comportamentais em recentes estudos, que comportamentos culturalmente
adquiridos são mais difíceis de se mudar do que os influenciados geneticamente.
Isto é uma quebra enorme de paradigma que durou tanto quanto nossa cultura ocidental, baseada nos
filósofos gregos e mais recentemente, os iluministas franceses. Exponho algumas histórias abaixo:


O início da era digital:
Visao_geral_super_computador.gif
No início da computação, os computadores eram enormes, ocupavam espaços imensos, do tamanho de uma sala, e tinham que ser esfriados com refrigeradores imensos. Somente uma elite de cientistas tinham acesso ao mesmo, e era "chic" ser cientista da computação com um monstrengo daquele tamanho...Um dos diretores da IBM chegou a dizer que no futuro, somente alguns países poderiam tê-lo, e que não seria comercialmente viável a construção de muitos... Com o desenvolvimento dos micro chips (eu disse chip e não chic!) na década de 80/90 no Japão e EUA, eles se tornaram tão pequenos e baratos que passou-se a considerar "chic" uma pessoa ter um computador pequeno, novamente um símbolo de status social, e que se pudesse carregar para todo o lado, mesmo se não fosse prudente (risco de roubo) e que o mesmo não fosse nem mesmo utilizado, foi a era dos computadores pessoais.
No início da invenção da TV, estas possuiam telas enormes. Todos queriam tê-las independente de seu tamanho. Era uma demostração de status social elevado tê-las, mesmo se fossem enormes e a imagem em (tons de) preto e branco.
Com o desenvolvimento da mesma, nos anos 80, com a influência dos japoneses, era "chic" se ter televisores de 10 polegadas, ou seja, pequenas, novamente era um símbolo de status social... Hoje ter uma tv de 34 polegadas é um símbolo de status, ou seja, voltamos aos tamanhos iniciais da TV em preto e branco.
Durante a II guerra mundial e do Vietnam, o domínio dos sistemas de comunicação para o exército americano foi da Racal. Os soldados levavam nas costas uma enorme mochila. A tal mochila era o sistema de comunicação portátil mais moderno existente na época. Para cada grupo de combate, um homem era designado para transportar o rádio comunicador. Na década de 70, estes mesmos rádios tornaram-se do tamanho de um tijolo, ficaram mais portáteis, e seus nomes passaram a ser chamados de "Walkie-Talkies". Era um símbolo de status ter um rádio comunicador pessoal ou instalado em um carro, grupos de pessoas mais abastadas, formaram clubes de comunicação, foi a era do rádios comunicadores de nome "PY" e "PX", o primeiro de alcance mundial, o segundo local. O onda do rádio "PY" variava conforme a altura da camada da ionosfera local, que quanto mais alta, mais longe a comunicação chegava, como uma bala ricocheteando o teto de uma parede. Por isso estes rádios "PY" não serviam para a comunicação a curta distância, somente os "PX".
Na década de 80, com o advento da fibra optica, o aumento do número de ligações foi exponencial, a privatização do setor, também contribui para o aumento do fluxo de capitais, que por sua vez chegou-se a um número de telefones que daria para suprir toda a demanda, desde que o tempo da instalação dos mesmos fossem também proporcionais a demanda. Os telefones entraram na era digital, ou seja, a banda aumentou com inúmeras aplicabilidades para a transmissão simultânea de uma quantidade enorme de informações. Surgiu então o telefone celular, os primeiros eram quase que primos dos "Walkie-Talkies", eram de um tamanho da metade de um tijolo. Mas mesmo assim, era um símbolo de status social tê-los e ostentá-los publicamente. Era sinônimo de ser um empresário tomando conta de inúmeros processos e pessoas a uma distância segura e conveniente. Novamente no final da década de 90, estes novamente seguiram a tendência japônica de diminuirem o tamanho, quem tinha telefone grande estava "out", quem tinha um modelo compacto estava "in", ou seja, novamente era símbolo de status não ter apenas um telefone celular, ele deveria ser pequeno também, já que grande parte da população já os tinha também, e o fato de tê-lo passou a ser como ser um eterno escravo do patrão ou (patroa ou esposa, amante, garota de programa...).

Tudo isto acima mostra como somos susceptíveis a cultura e a um modelo de pensar e ideologicamente: comprar. Com ciclos que variam conforme a indústria pode oferecer e a assimilação cultural dos compradores.

Passando de uma área técnica para a anatomia, vou dar o exemplo do filme "Os Imperdoáveis", ganhador de 7 Oscar (c), dirigido e interpretado por Clint Eastwood. No filme Clint Eastwood é um matador de aluguel, contratado para matar um cowboy que esfaqueu uma prostituta, quee teve seu rosto totalmente desfigurado com uma enorme faca pelo seu "cliente" um "cowboy", por que no momento em que ela viu e riu do tamanho da coisa ou "coisinha" do cowboy. O tipo valentão, não tolerou a ofensa, e cortou o rosto da prostituta toda com sua faca. Até mesmo o instinto assassino do matador de aluguel foi reprimido vagarosamente quando o mesmo casou-se com uma jovem e pacata moça, de nome Cláudia, de família tradicional. A mãe de Cláudia nunca conseguiu entendeu o porquê da ligação de sua filha com uma pessoa de caráter tão cruel e tempestuosa, já que ela era tão amorosa, afetuosa, e delicada...

Abaixo, célula primordial, o zigoto:

zigoto.gif
Chegamos cientificamente a ter o poder de interferir geneticamente no pequeno grão de vida (zigoto) que um dia se tornará um ser humano, escolher o sexo da criança e muito mais..., mas o mundo em que ele vai viver e um imenso coquetel de desejos e inspirações, e que algumas poucas pessoas levam ao extremo de ter que tirar a vida de outra pelo simples fato de terem o pensamento diferente delas, ou ser fisicamente diferente, ou o que é pior, não ter tido a mesma oportunidade econômica...

Em resumo: acredito que com o poder de sublimação ou um amor muito grande pelo outro, uma pessoa possa quebrar a forma de agir vinda de seu fenótipo, o exemplo do pistoleiro do filme "Os Imperdoáveis". Já o que se aprende é mais influenciado pelos padrões de mercado e as teorias ideologicamente vingentes (Carl Max), vindas principalmente de países econômicamente influentes (as potências econômicas).
Somente uma mensagem muito transcendental para forçar as pessoas a mudarem a maneira de pensar, como foi plantado há 2.004 anos atrás, com a mensagem simples:
"Ame o próximo como a si mesmo".
A mensagem que hoje o presidente dos EUA reforça para seus compatriotas é o medo e o terror, o medo do outro, do diferente. Isto plantado culturalmente é muito mais difícil de se retirar de um povo, pois funciona como uma epidemia. Uma epidemia para manter a hegemonia!
Representão simples da colisão no neutron com o núcleo de urânio enriquecido:
fissao_colorida.gif
Representação dos elementos envolvidos, seus nomes e a energia envolvida:
fissao_preto_branco.gif
Equação química e a energia liberada:

fissao_equacao_quimica.gif
Explosão Atômica, o cogumelo atômico:

cogumelo_atomico.gif

"É mais fácil quebrar um átomo que os preconceitos das pessoas." Albert Eintein.
Se ele estivesse vivo hoje como geneticista, ele também diria a mesma coisa!

"Matar um homem é retirar dele tudo o que ele tem e o que ele viria a ter um dia.", Clint Eastwood, no papel de um "pistoleiro aposentado" em "Os Imperdoáveis" .

[b]Para saber mais sobre a bomba atômica, ou caso queira construí-la no quintal de sua casa,[link=http://www.quatrocantos.com/humor/cientificas/01_bomba_atomica.htm]clique aqui.[/b][/link]

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