Teoria dos Jogos 

Teoria dos Jogos

Ramo da economia que pretende descrever e prever o comportamento econômico utilizando a disciplina matemática conhecida também como teoria dos jogos. Muitas decisões do tipo econômico dependem das expectativas que se tenha sobre o comportamento dos demais agentes econômicos. Surge a partir do estudo Teoria dos jogos e comportamento econômico (1944), de John von Neumann e Oskar Morgenstern.
Para poder deduzir as estratégias ótimas sob diferentes hipóteses quanto ao comportamento do resto dos agentes, a teoria dos jogos tem que analisar diferentes aspectos: as conseqüências das diversas estratégias possíveis, as possíveis alianças entre "jogadores", o grau de compromisso dos contratos entre eles, e o grau em que cada jogo pode se repetir, proporcionando a todos os jogadores informação sobre as diferentes estratégias possíveis.

1.Exemplo da teoria dos jogos : O Dilema do Prisioneiro
O chamado "Dilema do Prisioneiro" foi apresentado pela primeira vez na Universidade de Princeton em 1950, como um exemplo da teoria dos jogos, e consiste do seguinte: a polícia prende dois indivíduos suspeitos de cometerem um crime leve (roubo de carro) e os coloca em duas celas separadas, sem possibilidade de comunicação entre eles. O detetive suspeita que um deles cometeu também um segundo crime mais grave e faz uma proposta. Quem denunciar o outro e der as pistas para a condenação fica livre, enquanto o outro pega cinco anos de pena. Se os dois se acusarem mutuamente, os dois pegam três anos. Se os dois ficarem calados, eles só serão acusados do primeiro crime, e os dois pegam um ano de cadeia cada um.
O "Dilema do Prisioneiro" , na sua versão clássica (uma única vez) ou em sua versão modificada (possibilidade de interação), tem sido usado para estudar o problema da cooperação entre indivíduos, grupos e nações em diversos tipos de problemas.
Aqui queremos analisar, brevemente, o problema da cooperação entre equipes em uma mesma empresa. Principalmente aquelas que trabalham com produtos semelhantes e até concorrentes. Os líderes destas equipes podem adotar diversas estratégias de atuação. Neste caso, pode prevalecer o egoísmo e a tentativa de obter o maior resultado possível às custas da outra equipe, ou um forte espírito de cooperação entre as equipes que as levem a maximizar as oportunidades conjuntas, mesmo que isto represente um valor menor para uma delas. Como se comporta a natureza humana dos indivíduos e em grupos? Se um líder adotar um comportamento ético e objetivar o maior ganho possível para a organização, pode optar pela opção "ficar calado" (no dilema do prisioneiro), onde as duas equipes ganham, mas todos ganham menos. Ou pode optar pelo grande lance, onde a sua equipe ganha tudo ou nada. No "dilema do prisioneiro" um componente importante do jogo, além das personalidades envolvidas, é a antecipação da escolha que será feita pela outra parte. Pressupostamente, as duas partes são amigas e companheiras (ou pertencem a uma mesma empresa), mas na hora que entra em jogo um interesse individual maior, um deles poderá não se comportar como o previsto. Como eles não podem se comunicar (e no caso da empresa, podem existir incentivos organizacionais para não se falarem), eles terão que especular qual será o comportamento mais previsível da outra parte, e adotar uma estratégia compatível.
O "Dilema do Prisioneiro" nos conduz a algumas reflexões para o trabalho em equipe.
· As equipes não podem atuar isoladamente. Parece ser errado achar que cada um deve cuidar apenas de seu próprio território. Estes podem ser e muitas vezes são superpostos. O futuro de uma equipe pode estar atrelado ao da outra.
· Não deve haver um incentivo institucional à competição das equipes internas, ao "darwinismo" organizacional. Isto se traduziria em políticas de auto-destruição, ou muito comumente na canibalização de produtos da mesma empresa.
· Os líderes das equipes devem ter chance de se conhecerem melhor, e portanto, de desenvolver um nível maior de cooperação.
· Deveria ser analisado (e divulgado) se do ponto de vista da empresa interessa que uma equipe ganhe e outra perca. Muitas vezes a personalidade abrasiva de um líder de equipe acaba com outras equipes, em detrimento do todo.
· A cooperação sempre tem um ganho final positivo em relação a outras possíveis alternativas de ação.
Jogos, Teoria dos (matemática), análise matemática de qualquer situação na qual apareça um conflito de interesses, com a intenção de encontrar as opções ótimas para que, nas circunstâncias determinadas, consiga-se o resultado desejado. John von Neumann e Oskar Morgenstern são considerados os pais da teoria de jogos.

2. CONCEITOS FUNDAMENTAIS
Na teoria de jogos, a palavra jogo refere-se a um tipo especial de conflito no qual tomam parte n indivíduos ou grupos (conhecidos como os jogadores). Há certas regras do jogo, que dão as condições para que este comece e definem as jogadas consideradas legais durante as diferentes fases do jogo; o número total de jogadas que constitui uma partida completa e os possíveis resultados quando a partida termina.

Jogada: uma jogada ou movimento é o modo como progride o jogo de uma fase para outra, a partir da posição inicial até o último movimento. Podem ser alternativas ou simultâneas; acontecem tanto por causa de uma decisão pessoal quanto por azar. Assim, por exemplo, uma roleta gera determinada jogada, cuja probabilidade pode ser calculada.

Resultado: designa o que acontece quando uma partida termina.
Informação completa: diz-se que um jogo tem toda a informação se cada um dos jogadores que toma parte nele conhece todas as possibilidades jogadas.

Estratégia: uma estratégia é a lista de opções ótimas para cada jogador, em qualquer momento do jogo.

3. TIPOS DE JOGOS
A teoria de jogos distingue vários tipos de jogos, de acordo com o número de jogadores e com as circunstâncias do jogo.

Os jogos com dois jogadores têm sido amplamente estudados. Diz-se que um jogo é de soma zero se o total dos ganhos ao final da partida é nulo, isto é, se o total de ganhos é igual ao total de perdas. Os jogos de dois jogadores com soma zero são o principal objeto de estudo da teoria matemática dos jogos.

4. APLICAÇÕES
Desde o estudo do comportamento da economia, decisões sobre a divisão eqüitativa de propriedades, sobre a distribuição de poder nos trâmites legislativos, nos problemas de governo e nas decisões individuais, as aplicações da teoria de jogos são muito variadas.


O texto acima foi retirado de uma revista de administração, e infelizmente não anotei o nome para futuras referências...

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Comments

Comment No próprio texto acima, existe a origem da teoria :"Jogos, Teoria dos (matemática), análise matemática de qualquer situação na qual apareça um conflito de interesses,.." Isto para que o comentário do Raphael fique completo, pois o texto esclarece este ponto.

Wed Jun 1, 2005 2:13 pm MST by Haroldo Kennedy Clebicar Nogue

Comment O texto fora bem escrito, porém, é preciso ressaltar que a Teoria dos Jogos não é um ramo econômico, e sim, um ramo matemático que analisa fatos de inúmeras naturesas, incluseve econômicas. Inicialmente, John Von Neumann e Oskar Morgenstern desenvolveram a Teoria dos Jogos com o intuito de modelar aspectos inerentes a mente humana, obviamente, descobriram em seus estudos que a econômia, e seu intrincado e delicadissímo equilibrio, podia ser estudado de maneira objetiva e lógica, tal qual se apresenta a Teoria dos Jogos.

Mon May 30, 2005 10:33 am MST by Raphael

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