Erros Históricos e os Politicamente Corretos
"A palavra é mais forte que a espada"
Sobre a crônica de JOÃO UBALDO RIBEIRO publicada no O Globo, com o título de "[b] Fala Zero[/b]", que critica a cartilha do governo brasileiro para o uso de palavras "politicamente corretas".
Um filme que passou anos atrás foi um chamado "[b]Revelações[/b]", com Antony Hopkins e Nicole Kidman. É exatamente o que já ocorreu nos E.U.A., a questão do uso de palavras "politicamente corretas" na língua inglesa (ou americana), - Existe também um filme oposto: "Politicamente Incorreto" -.
Isto tudo que está ocorrendo no Brasil é uma conseqüêmcia da chegada no poder dos intelectuais de esquerda. É igual aquela lei de um país escandinavo: "Agora é proibido sentar no colo do Papai Noel", pois isto se parece com pedofilia. Talvez esta medida somente veio porque estamos na era do Viagra, pois agora o "saco" do Papai Noel pode até não ser de brinquedo! Pode funcionar!
Tudo no filme gira em torno de uma palavra dita, uma gíria. No passado ela se referia a pessoas em geral, e como o professor que a pronunciou era o reitor da universidade, várias questões políticas para tirá-lo do cargo foram colocadas em jogo, principalmente quando o mesmo "escorregou" no uso da mesma (uma gíria, uma palavra), sem maldade alguma, as orelhas dos patrulheiros de plantão estavam de pé e usaram este mal intendido caluniar o reitor e retirá-lo do cargo, acusando-o de "racismo" pelo uso da tal palavra, que para o professor era normal, pois ele era erudito... Tal qual o autor da crônica, "Fala Zero".
Acho que todos estão repetindo um erro histórico, no sentido de: "um erro grandioso e historicamente documentado", para corrigir outro erro histórico, no sentido de "no tempo passado e com raízes econômico-sócio-culturais".
Outro exemplo é o uso de brinquedos na forma de arma por nossas criança. O que fazer? Proibir? Criar uma lista de brinquedos não recomendados? Estabelecer limites com as crianças e a relação de confiança?
Fui também pego de surpresa quando vi minha filha brincando com a mão como se fosse um revolver. E por último quando achei por acaso um brinquedo de jogar jatos d'água em sua muchila de escola. Este veio por engano, pois não é dela. Daí vi de onde vinha a brincadeira. Resolvi devolver o "brinquedinho" para a diretora da escola. Me dirigi a ela e disse que em outras escolas havia uma lista de brinquedos "não recomendáveis". Ela me respondeu com uma aula de pedagogia e psicologia, me dizendo que as crianças tem que conhecer o lado "mau" e o lado "bom" . E nós adultos, acompanharmos o seu desenvolvimento. Procurando saber quando a criança "liga" a fantasia do uso da arma e quando a mesma se "desliga" da fantasia. Isto é, NÃO SE DEVE TER O POLICIAMENTO DA CRIANÇA OBSTRUINDO DELA O USO DO BRINQUEDO, use o brinquedo como analogia as palavras.
Será que então não devemos repreender as crianças (e os adultos) sobre as piadas sobre: "português", "preto", "loiras", "bichas", "protitutas", "judeus", "turcos","polacos", "pobres", "ricos", "malandro", "jeca", "peão", "fazendeiro", "polícia", "do pão-duro", "gago", etc...
Eu por exemplo, não faria uma piada sobre "preto" com qualquer um da "raça" negra (o conceito de raça também é uma invenção sem sentido biológico), pois não tenho jogo de cintura para isto. Meu sobrinho de 15 anos, já tem este jogo de cintura. Ele brinca com vários amigos "negros" dele mas até que ponto isto é um ponto positivo, ou negativo, se é que podemos classificar isto de "um" ou isto "daquilo"? Sem usar muito de nada que já li em livros ou coisas acadêmicas digo-lhes: ele brinca assim porque tem essa liberdade com seus amigos. E estes são verdadeiramente amigos de "farra", pois do contrário sairia briga. Imagino que se outra pessoa falasse isto para os seus amigos, sairia faísca... A questão toda é como, quando, e quem fala, e não somente as palavras usadas soltas nas páginas de uma cartilha de: use isto, não use aquilo...
Eu acredito que o que se pregou na revolução francesa: "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", o que mais foi deturpado foi a idéia bizarra de que "todos são iguais". São iguais perante a lei (que também não é verdade!), não iguais em pensamentos, em origem, no ser, no espírito, nas crenças. Acredito também que a velha frase conhecida nos meios acadêmicos de direito: "pau que bate em João, bate em Pedro", ou coisa parecida, é a frase mais idiota que existe! AS PESSOAS NÃO SÃO IGUAIS! Uma lei feita para um talvez seja muito para outro e pouco para outro.
Compare duas pessoas, pegue um extremo, a análise dos extremos ainda é muito difícil para nós humanos tirarmos regras sobre a vida. Escolhemos um ser humano(?), pessoa (?) "classificada" genuinamente como sociopata. E outra qualquer ser humano num grupo de mil, preso num presídio por um crime qualquer. Agora imagine um terceiro crime (homicídio) sendo cometido por ambos, como aplicar a MESMA LEI PARA UM E A MESMA PARA O OUTRO? Você deixaria o sociopata livre depois de 6 anos?
[b]VEJAM O FILME, "Revelações", eu garanto "procês" que é muito parecido...[/b]
Vejam esta matéria no O GLOBO: [b]Alemanha inaugura monumento aos judeus mortos na Segunda Guerra[/b], não é só o Brasil que tem problemas de etnia. Na Alemanha eles discutem a morte de alguns milhões de pessoas, e para quem vai ser o monumento da vergonha nacional...
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