A Tese do Povo Eleito
Num dia lindo e ensolarado um velhinho judeu saiu de sua loja com seus livros e arquivos e pôs-se a trabalhar, bem concentrado, numa mesa posta em frente a sua loja de sabões perfumados, conhecidos como os sabões mais suaves e perfumados da Alemanha. Isto tudo em 1939, antes do início da I Guerra Mundial.
Pouco depois passou por ali uma soldado alemão, e viu aquele velhinho tão distraído, que sua mão chegou a coçar para pegar a pistola automática em seu coldre.
No entanto, ele ficou intrigado com a atividade do velho judeu e aproximou-se curiosamente:
- “Seu judeu imundo, o que você está fazendo aí, não sabe que a lei não te permite ficar na calçada?”
- “Estou redigindo a minha tese de doutorado, disse o velho judeu, sem tirar os
olhos do trabalho”.
- Hummmm... e qual é o tema da sua tese, perguntou o soldado?
- “Ah, é uma teoria provando que os judeus são a raça mais pura e inteligente sobre a terra.”
O soldado ficou indignado:
- “Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os povo mais puro da terra, somos os verdadeiros arianos!”
- “Absolutamente! Disse o velho judeu. Venha comigo à minha casa que eu te mostro minha prova experimental.”
O velho judeu e o soldado entram para os fundos da casa, de repente escuta-se um barulho semelhante a um relâmpago, mas sem o barulho comum do trovão e... silêncio.
Em seguida, o judeu volta, sozinho, e mais uma vez retoma aos trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Meia hora depois passa um agente da Gestapo, a polícia secreta de Hitler.
Ao ver velho judeu a trabalhar tão distraído, agradece mentalmente pela chance de poder dentro da lei humilhar e até mesmo matar o pobre velhinho judeu, logo no início da manhã. No entanto, o agente da Gestapo acha muito curioso um judeu trabalhando naquela concentração toda na frente de sua loja, já que é proibido por lei judeus terem seu próprio negócio. Então queria saber do que se tratava aquilo tudo, antes de levá-lo para o interrogatório.
- “Hi Hitler, judeu imundo!. O que o faz a trabalhar tão arduamente na rua exposto e na frente da sua loja?”.
- “Minha tese de doutorado. É uma teoria que venho desenvolvendo há
algum tempo e que prova que nós, os judeus, somos o povo escolhido por Deus, entre todas as nações do mundo.”
O agente da Gestapo não se conteve com a petulância do judeu:
- “Ah! Ah! Seu judeu imundo! Isto é um despropósito. Nós, os nazistas, é que
somos os genuínos merecedores desta terra. Esta nação é grande por nossa causa.”
- “Aliás, chega de conversa...”, disse o agente.
- “Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova
experimental. Você gostaria de acompanhar-me a minha loja?”, disse o velho judeu.
O agente da Gestapo não consegue acreditar na sua boa sorte, eliminar mais um judeu logo pela manhã. Ambos desaparecem toca adentro.
Alguns instantes depois ouvem-se novamente um barulho como um relâmpago, sem o barulho comum do trovão e... silêncio.
Mais uma vez o judeu retorna sozinho, e impassível volta ao trabalho de
redação da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Nosso olhar é lançado pela loja adentro do velho judeu, e vê-se uma enorme pilha de ossos boiando numa enorme panela, como se fosse uma grande sopa de gordura quente do que restou de diversos ex-soldados e, também daquilo que um dia foram agentes da Gestapo.
Mexendo naquele grande caldo quente, que é a fonte de matéria prima dos sabonetes famosos do velho judeu, está DEUS, bem contente e satisfeito, remexendo, para lá e para cá o grande caldo de gordura humana quente...
MORAL DA HISTÓRIA:
1. Não importa quão absurdo seja o tema de sua tese;
2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
3. Não importa se os seus experimentos nunca cheguem a provar sua teoria;
4. Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos;
5. O que importa é "QUEM ESTÁ APOIANDO SUA TESE"...
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