Regalos que no conviene recibir
Haroldo,
Um dos princípios básicos da boa convivência é saber que sua liberdade termina onde começa a do outro.
E parece que isso é desconhecido para você.
Há muito tempo venho recusando "sus regalos", mas ontem eu achei um absurdo, o cúmulo da falta de respeito o que você fez comigo por eu ter falado que não gostava de ouvir o que você estava dizendo.
Eu já te desrespeitei algum dia? Faço brincadeiras de mau gosto com você?
Mas você faz isso o tempo inteiro, sem eu ter lhe dado esta liberdade.
Não venha com ironias, como este texto por exemplo(sí, yo hablo español mui bien, como otras lenguas: Inglés y Alemán), achando que não perceberei, pois você pode ter mais experiência de vida do que eu, mas sou inteligente o suficiente para saber o que acontece a minha volta.
E não se esqueça, tudo na vida tem limites, inclusive a paciência.
Atenciosamente,
Virginia Vasconcelos
Novo e-mail:
Haroldo,
Eu simplesmente optei por recusar seus "regalos".
-----Mensagem original-----
De: Haroldo Kennedy C. Nogueira
Enviada em: quinta-feira, 19 de maio de 2005 09:32
Para: Virginia Mendes de Vasconcelos Barbosa
Assunto: RE: Regalos que no conviene recibir
voce não sabe, mas simplesmente me ignora! Para ser mais exato, já descartou, muito antes de me conhecer!
hk
Meu e-mail:
Virgínia,
a questão toda não tentar entender por onde começou a ser criada as "arestas", mas sim com "qual" instrumento e "como" vamos eliminá-las. Não passar pela insensatez de se fantaziar ignorar um ao outro, mas procurar entender que ambos somos sêres que ansiamos por um motivo nobre para nossa existência e o outro é, certo ou errado, um espelho de nossa existência, e o como já disse Shiller: "Queres conher-te a ti mesmo, olha como agem os outros. Queres compreender os outros, olha em teu próprio coração.".
Sou como um cachorro que late muito mas não ataca, e aprendi por experiência que a vida me deu, que pior situação seria a que ninguém tivesse coragem um dia de dizer o que pensa, eliminando assim a angústia. Esta sim, nos corroe por dentro e nos torna amargos com a vida. Pelo menos para quem é sensível. Para quem já ficou com a pele grossa, como se fossem calos, esta, já está protegida, mas também hermeticamente protegida.
O texto que vou inseri abaixo, recebi de uma amiga boliviana, no mesmo dia em que houve "nosso" atrito.
Não entendo o porquê, que toda vez que se manda um texto decente para alguém refletir, estes se sentem mais injuriados. A resposta é simples, escolhi o texto, mais do que acidentalmente, e de fato ele serve para nós dois. É por isso que dizem que quanto mais um texto te toca, como tocou a mim, ele também tocará o outro. Eu acho que o texto serviu para mim, não posso controlar o que você sente, mas posso controlar o que eu sinto.
Regalos que no conviene recibir
Era un profesor comprometido y estricto, conocido también por sus
alumnos como un hombre justo y comprensivo.
Al terminar la clase, ese día de verano, mientras el maestro
organizaba unos documentos encima de su escritorio, se le acercó uno
de sus alumnos y en forma desafiante le dijo:
- Profesor, lo que me alegra de haber terminado la clase es que no
tendré que escuchar más sus tonterías y podré descansar de verle esa
cara aburridora.
El alumno estaba erguido, con semblante arrogante, en espera de que el
maestro reaccionara ofendido y descontrolado.
El profesor miró al alumno por un instante y en forma muy tranquila le preguntó:
- ¿Cuándo alguien te ofrece algo que no quieres, lo recibes?
El alumno quedó desconcertado por la calidez de la sorpresiva pregunta.
- Por supuesto que no. -contestó de nuevo en tono despectivo el muchacho.
- Bueno, -prosiguió el profesor-, cuando alguien intenta ofenderme o
me dice algo desagradable, me está ofreciendo algo, en este caso una
emoción de rabia y rencor, que puedo decidir no aceptar.
- No entiendo a qué se refiere. -dijo el alumno confundido.
- Muy sencillo, -replicó el profesor-, tú me estás ofreciendo rabia y
desprecio y si yo me siento ofendido o me pongo furioso, estaré
aceptando tu regalo, y yo, mi amigo, en verdad, prefiero obsequiarme
mi propia serenidad.
- Muchacho, -concluyó el profesor en tono gentil-,tu rabia pasará,
pero no trates de dejarla conmigo, porque no me interesa, yo no puedo
controlar lo que tú llevas en tu corazón pero de mí depende lo que yo
cargo en el mío.
Cada día, en todo momento, tú puedes escoger qué emociones o
sentimientos quieres poner en tu corazón y lo que elijas lo tendrás
hasta que lo decidas cambiarlo. Es tan grande la libertad que nos da
la vida que hasta tenemos la opción de amargarnos o ser felices.
¿Qué escogiste tú?
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