A visão dos preceptores
Parte I
Desculpem-me estar enviando este texto novamente (para os que tiveram oportunidade de ler! Em 05/10/2004).
Mas este assunto foi abordado novamente na palestra do médico Dráuzio Varella (15/02/2005), quando um dos expectadores fez a seguinte pergunta:
O que o Sr. acha das muitas faculdades de medicina sendo criadas e a qualidade do ensino das mesmas sendo duvidosas?
Ele respondeu prolongadamente e ressaltou que "para fazer residência os médicos devem fazer uma prova tão difícil quanto um vestibular, e que somente os melhores dos melhores passam nesta prova...E que segundo ele, o método de seleção de residência deveria ser mudado, num país que cresce tanto ( 1970 -> 90milhões; 2005 -> 180 milhões de brasileiros)”.
HK
Parte II
Deu para entender que até para a relação de "trainee" (ou estagiário) e "Mentor" (ou preceptor) deve existir uma via de mão dupla. Ou seja, o estagiário procura saber o que interessa ao preceptor e o que ele quer aprender. Para o preceptor, este já perceber através da entrevista o que vai "trocar" com o estagiário.
Já conversei muito com os chamados "preceptores" e um deles mostrou-me com clareza de detalhes como é o julgamento para receber um "estagiário". No caso dele, era na área de medicina, e a palavra mais certa seria usar "residente".
Eles fazem algumas perguntas para preencher as lacunas dos itens requeridos:
· se o candidato trabalha para sustentar a casa ou é arrimo de família. Uma resposta positiva neste caso é a eliminação do candidato pela simples razão de que "...o mesmo não terá tempo para estudar as novas práticas e ainda ficará esgotado fisicamente, pois geralmente ele ainda terá outra residência para complementar os ganhos...".
· Se o candidato pode ter um tempo total comprometido com a residência, já são alguns pontos a favor.
· Se o candidato é brilhante (observe que não uso o antigo termo QI, para não confundir!), ele pode fazer tantas residências que quiser, este é o candidato que quase todo preceptor deseja!
· Veio de uma instituição de conceito elevado, já são alguns pontos a favor, deste que não seja do primeiro item.
· Veio de uma instituição de baixo conceito, o nome vai para o fim da fila, deste que não seja do terceiro item.
· Pessoas brilhantes, profissionalmente falando, vêem de qualquer lugar, pois quem faz o aluno é ele mesmo, não depende de um professor ou instituição.
· Candidatos com experiência anterior, em alguns casos os pontos são a favor, em outros contra. Esta é uma questão a ser analisada mais pelo perfil do receptor, pois alguns vêem o sujeito que já trabalhou em outra instituição, como uma pessoa que vai trazer experiências conflitantes com seu modo de pensar... Outros pensam o contrário, é com a diversidade de pensamento é que podemos ter mais soluções para problemas que surgirem.
Mas a minha opinião sobre este último item é que temos que ainda dividir as empresas no Brasil, nas que investem em criatividade e as que acham que isto é para agências de publicidade... Eu penso que aqui no Brasil, a maioria está na primeira ala: quer profissionais que simplesmente façam, como na história de "A mensagem para Garcia", escrito no final do século XIX, mas muito atual. Mas atenção senhores leitores, ela também está em inglês.
E isto funciona para qualquer empresa privada, seja nos EUA ou no Brasil. Se a pessoa é brilhante, ela tem as portas abertas para qualquer emprego.
Pós-escrito:
Apesar de ter enviado o texto: [b] How Mentors Can Help You [/b] , considero-o o uso dele igual a fazer comida. Se colocarmos muito tempero a comida ficará com gosto forte, se colocarmos menos, a comida ficará sem gosto...Devemos usar o tempero na medida certa, ou deixar cada colocar a pitada que achar conveniente para si mesmo.
Gostaria de ter tido um Mentor ou algo parecido, principalmente porque não me considero uma pessoa com habilidade social suficiente apto.
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