O adoçante - tão doce - e não engorda 

O adoçante - tão doce - e não engorda

Capítulo 22

O adoçante - tão doce - e não engorda

“Os três substitutos mais comuns para o açucar foram todos descobertos por acaso. A sacarina, o primeiro adoçante artificial, foi descoberto há mais de cem anos, mutio tempo antes de virar moda usar um substituto par ao açucar comum, a sacarose. Esse fato ocorreu no laboratório de Ira Remsen o mais famoso químico americano do século dezenove....[]
Em 1879, um dos associados de Remsen estava tentando resolver um problema que fazia parte de um programa de pesquisa teórica da época. Enquanto fazia isso, seu associado, que se chamava Fahlberg, notou que uma substância que ele preparara e que acidentalmente caiu em sua mão tinha sabor singularmente doce. Fahlberg aparentemente previu a possível importância da nova substância doce, pois ele desenvolveu um processo comercial e registrou sua patente em 1885. O nome escolhido para a substância foi sacarina, derivada da palavra latina saccharum, que significa açúcar....[]
Em 1937, um estudante de graduação de química que trabalhava com o professor L. F. Audrieth na Universidade de Illinois se encontrava preparando uma série de compostos chamados se sulfamatos, pois era esperado que eles tivessem certas propriedades farmacológicas ( e não adoçantes). O aluno, Michael Sveda, percebeu um sabor nitidamente doce no cigarro que fumava enquanto estava no laboratório e investitgou a origem do sabor até chegar a uma das substâncias que estava preparando, ... []
O terceiro importante substituto do açúcar, o aspartame (comercializado como NutraSweet), também foi descoberto completamente por acaso. O nome quimicamente correto do aspartame é L-aspartil-L-fenilalamina metil éster. ...[]
Em Aspartame: Fisiologia e Bioquímica (1984), o químico James M. Schlatter descreve a descoberta do aspartame:

‘Em dezembro de 1965, eu estava trabalhando com o Dr. Mazur na síntese do tetrapeptídeo terminal-C da gastrina. Nós estávamos fazendo compostos intermediários e tentando purificá-los. Particularmente, em uma ocasião em dezembro de 1965, eu estava recristalizando o aspartilfenilalanina metil éster (aspartame) que havia sido preparado...e dado a mim pelo Dr. Mazu. Eu estava aquecendo o aspartame em um frasco com metanol, quando a mistura pulou para fora do frasco. Como resultado, um pouco do pó ficou nos meus dedos. Um pouco mais tarde, ao lamber meu dedo para pegar uma folha de papel, percebi um sabor doce muito forte. Inicialmente pensei que pudesse haver um pouco de açúcar em minhas mãos do começo do dia; entretanto, eu logo percebi que isso não podia ser verdade, pois eu havia lavado minhas mãos neste meio-tempo. Assim, remontei a origem do pó em minhas mãos até o recipiente no qual havia colocado o aspartilfenillalanina metil éster cristalizado. Achei que este éster dipeptídeo não deveria ser tóxico, e assim provei um pouco dele e descobre que era a substância que eu saboreara anteriormente em meu dedo.’


[]...Os três foram descobertos acidentalmente, mas talvez esses exemplos de serendipidade não sejam tão surpreendentes quanto outros, porque o gosto é algo notoriamente subjetivo e imprevisível...”


Bibliografia:

Roberts, Royston M
Descobertas Acidentais em Ciências/ Royston M. Roberts; tratução André Oliveira mattos. - Campinas, SP : Editora Papirus, 1993 - (Coleção Papirus ciência; v.1), página 189, capítulo 22 .

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