Conceitos e Práticas Para Análises de Falhas (Ad Hoc) - Parte III - Conclusão 

Conceitos e Práticas Para Análises de Falhas (Ad Hoc) - Parte III - Conclusão

Conclusão:


"Um mercador desejava empreender uma viagem. Tomou para si um assistente para trabalhar na loja. Ele mesmo [o mercador] passou a trabalhar num quarto adjacente à loja, de maneira que podia ouvir tudo que lá se passava. No primeiro ano, ouvia por vezes o assistente dizer a um freguês: 'O patrão não vai permitir que eu faça este tipo de desconto'. E o mercador não segui viagem.
No segundo ano, ocasionalmente ouvia: 'Não podemos fazer este tipo de desconto'.
E o mercador não partia em sua viagem.
No terceiro ano, passou a ouvir: 'Não posso lhe fazer este desconto'. Foi então que deu início à sua jornada."
Um bom mestre só pode se ausentar quando sabe que seu discípulo pode discernir a partir de sua própria experiência...[] Esta é a razão pela qual o ensinamento do verdadeiro mestre não pode ser transmitido pela razão...[]” 16



O que se conclui de todo trabalho acima apresentado, é que, não se forma uma equipe onde não se compartilhe os "riscos" de uma decisão com todo a equipe. Este compartilhamento de risco, é a capacidade de fazermos que toda a equipe enxergue com a mesma ótica que o líder da equipe tomaria uma decisão que afetará a todos. Isto não quer dizer que todas as opiniões devem ter opiniões unânimes, mas que se existirem mais de uma possibilidade, a tomada de decisão sempre acarretará em responsabilidade dividida e compromissada a priori pela equipe.
A visão de que um grupo que analisa a qualidade intrínseca e explícita de um sistema de dados, tem que ser vista de forma que estas pessoas não são melhores nem piores que os próprios programadores do sistema analisado. Mas passa pela diferença de objetivos das duas equipes. A equipe desenvolvedora, que tem a incumbência de fazer com que o programa esteja pronto o mais rápido possível e testando unitariamente as rotinas e processos, pela própria exigência do mercado, e que outra equipe também faça a análise de falhas do sistema com a visão integrada, que também é uma exigência do mercado, que o mesmo esteja pronto rápido e funcionando plenamente. Acima acima apenas juntar as ferramentas mentais que o analista tanto do grupo de qualidade, tanto do grupo de desenvolvimento possam colocá-las em prática. Estas formas de pensar acima são consideradas por muitos, meramente intuitivas, mas tentei inserir uma passe conceitual para que o processo podesse se passível de compreensão de todos que o lessem e não somente uma peculiaridade de uma pessoa. Mesmo que num primeiro momento, pareça se exigir do profissional de qualidade um poder de observação grande, esta não seja uma condição única, mas um esforço pessoal de se atingi-la.


Haroldo Kennedy Clebicar Nogueira






Bibliografia:


1 – Williams, Antony
Temas proibidos: ações estratégias para grupos / Antony Williams; tradução Silvana Finzi e Carmem Fisher. – São Paulo: Ágora, 1998.
ISBN: 85-7183-524-1
2 – Damásio, Antônio R.
O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano/ Antônio R. Damásio; tradução portuguesa Dora Vicente e Georgina Segurado. – São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
ISBN 85-7164-530-2

3 – Goldenberg, Mirian
A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais / Mirian Goldenberg. – Rio de Janeiro: Record, 1997.
ISBN 85-01-04965-4

4 - F. C. Barlett (1964), Remembering: a study in experimental and social psychology, Cambridge, Inglaterra, Cambridge University Press

5- Bonder, Nilton
O Segredo judaico de resolução de problemas: a utilização da ignorância na resolução de problemas / Nilton Bonder. – Rio de Janeiro: Imago Ed., 1995
ISBN 85-312-0440-2

6- ibid.

7- ibid.

8- Sites:
http://www.10emtudo.com.br
http://www.Cdcc.sc.usp.br
http://www.Conhecimentosgerais.com.br

9 – Bonder, Nilton
O Segredo judaico de resolução de problemas: a utilização da ignorância na resolução de problemas / Nilton Bonder. – Rio de Janeiro: Imago Ed., 1995
ISBN 85-312-0440-2



10- Vasconcellos, Maria José Esteves de
Pensamento sistêmico: O novo paradigma da ciência / Maria José Esteves de Vasconcellos. – Campinas, SP: Papirus, 2002.
ISBN: 85-308-0681-6




11 – Bonder, Nilton
O Segredo judaico de resolução de problemas: a utilização da ignorância na resolução de problemas / Nilton Bonder. – Rio de Janeiro: Imago Ed., 1995
ISBN 85-312-0440-2

12 -Goldenberg, Mirian
A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais / Mirian Goldenberg. – Rio de Janeiro: Record, 1997.
ISBN 85-01-04965-4


13 – Documento enviado pela Casa de Software para a CEMIG, codinome “Doc1”, http://www.casasoft.com.br
Rua Xingu, 195 - Belo Horizonte - MG - 30.360-690, Fone: (31) 3296.6688 - Fax: (31) 3296.0067

14 - Bergamini, Cecília Whitaker,
Motivação / Cecília Whitaker Bergamini, --3a ed. – São Paulo: Atlas, 1990.
ISBN: 85-224-0644-8

15 - Todos os itens do “Conceitos” foram tirados da URL http://brazil.skepdic.com/ em 07/06/2005, exceto o item “Motivação”.

16 - Bonder, Nilton
O Segredo judaico de resolução de problemas: a utilização da ignorância na resolução de problemas / Nilton Bonder. – Rio de Janeiro: Imago Ed., 1995
ISBN 85-312-0440-2

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