Qual o melhor cavalo? o veloz ou o lento? 

Qual o melhor cavalo? o veloz ou o lento?

Já é sabido sobre quanto se pode fazer algo quando não se têm barreiras nem preconceitos sobre o que se quer realizar. Muito já se escreveu sobre o quanto uma criança aprende com rapidez e ser reservas, pois a mesma não experimentou tantas negações dos adultos – dependendo da maneira também que se educa a mesma – ou assimilou maus hábitos e vícios dos próprios pais.
Mas também sabemos o quanto uma pessoa adulta esconde-se por de traz de frases feitas como: “não sei”, “não consigo”, “não suporto”, “não levo jeito”, “não aprendi”, “não me ensinaram”, “não é do meu tempo...”, enfim, todas estas frases que servem simplesmente para evitar uma frase: “eu não quero”. Como já disse uma frase popular: “Quem quer faz”.
Também existem o meio termo: “fiz do meu jeito”, “fiz igual ao que o manual recomenda”, “fiz igual ao que me ensinaram”, “fiz o que pude”, “fiz o que me mandaram”, “fiz o melhor que pude”, novamente, estas podem até tentar justificar algo que saiu de errado durante a execução da tarefa. Novamente, todas estas frases que servem simplesmente para evitar uma frase: “eu não parei para pensar”. Para o receptor desta última frase, ficará entendido que teremos mais quatro desdobramentos, cada um ajustanto-se com o perfil psicológico do executante ou da situação envolvida:

· “não parei para pensar...(porquê não customo mais pensar sobre o que faço);
Esta primeira opção é a mais abrangente, pois pode incluir quem pediu ou quem vai executar a tarefa, ou os dois são a mesma pessoa. Isto pode ocorre por diversas razões, e as vezes também sem razão alguma. As pessoas podem invocar uma necessidade que todas elas tem em simplesmente em executar uma tarefa, ou pelo mero formalismo de terminá-la. Invocar a pressa de executar uma tarefa quando o horário de saída do serviço está chegando. A pressa de se estar em movimento, mesmo que se esteja sobre uma cadeira ou poltrona que não sai do lugar, mas que as mãos não páram de se mexer em algo. Seja no mouse do computador, nas teclas do telefone celular, nas teclas de canal do controle remoto da televisão, e nem me atrevo a falar sobre estas mão estão num volante de um veículo e o pé no acelerador. Penso, que esta opção é mais vista nas grandes cidades, pois de fato, tudo o que as pessoas pedem exige pressa, mesmo quando quem pede está em casa, querendo um sanduíche depois de um farto jantar. Mas como a própria opção já diz, esta categoria são daqueles que não páram para pensar o “porquê” deveria fazer algo com pressa ou devagar, mesmo se estiverem em posição de executores da tarefa. Se o executor falhar, falhou também quem pediu, pois não sobe delegar a quem cumprisse correto a tarefa. Também não pensou para delegar ou não tinha mais opção para delegar a tarefa.

Ontem, dia 08/06/2005, estava num ônibus lotado, tanto antes da roleta, quanto depois. Uma passageira que nunca esteve neste itinerário, perguntou na última hora para o trocador: “E o próximo ponto?”, a resposta foi afirmativa, e a mulher passou pela roleta. Como o ônibus não tinha a porta do meio, ela teve a difícil tarefa de “pedir licença” a todos, até chegar na porta trazeira. Enquanto ela incomodava à todos alguém lhe dirigiu uma frase: “Porque não caminhou para o fim antes?”. Ela respondeu: “Eu não sabia onde descer?”. Mas analizando a situação, uma solução simples era pagar o trocador, pedir para girar a roleta e sair literalmente pela entrada! Em resumo, ela fez o mais difícil, pois era a regra do jogo fazer isto, apesar de toda a dificuldade que iria enfrentar. Uma solução não convencional era a solução naquele caso.

· “não parei para pensar...(porquê não customo mais pensar sobre o que me pedem);
· “não parei para pensar...(porquê não era o responsável)” ;
· “não parei para pensar...(porquê fiz com má vontade);


Estas 3 últimas opções, analisarei sobre uma ótica somente, de quem delegou estava avaliando quem iria executar a tarefa, mesmo sabendo um mínimo do tipo de perfil psicológico de quem iria executar. Uma análise real teria que ser feita para avaliar o grau de conhecimento, motivação, o grau de responsabilidade, o grau de flexibilidade do executante.

O item, grau de conhecimento foi colocado pois, se você disse para alguém que algo pode ser impossível, dependendo do perfil de quem executará, isto pode ser ante-produtivo. A não ser que isto seja colocado como um desafio pessoal para o outro, ou que ele seja encurralado numa situação desesperadora, ele o fará ou tentará fazê-lo com todas as suas forças. Isto será o acelerador de impulso de responsabilidade (agora é seu brio que está em jogo), força de vontade (a vontade de vencer quem lhe encurralou), sua lógica de pensar no jogo, pensando jogadas de risco (atitudes positivas) e antecipando possíveis “jogadas” erradas (antecipando possíveis falhas).

Num outro dia, com minha filha jantar com ela depois de meu serviço e da escolinha dela. Estava com minha câmara fotográfica e a filmadora. Tirei fotos dela jantando, com a boca cheia de molho branco do macarrão que comíamos. De repente ela quis tirar fotos minhas. Não exitei de ensiná-la. Mostrei-lhe como segurar, como olhar no buraquinho com a imagem e de como apertar o botão de clique. Apesar de todo o peso da máquina fotográfica, ela conseguiu segurá-la com suas pequenas mãos, levantar todo aquele peso à altura dos olhos para a fixação da imagem, pois o foco da câmara é automático, mas se não fizer o foco atravéz da lente, a mesma não deixa que o botão de disparo funcione! Não é que minha filha conseguiu! Não acreditei no que tinha visto, uma garotinha de 2 anos e 10 mêses tirando fotos numa máquina profissional com flash pesado mais o corpo da máquina e uma lente de 50 mm, que somados devem ter quase um quilo! Muitos adultos não conseguiriam fazer o que ela fez numa primeira tentativa! Estava naquele momento testando minha filha na capacidade de assimilar uma tarefa nova, seu esforço para executar, sua motivação que reforçou suas capacidades físicas, motoras e mentais para que tudo funcionasse. Seu NÃO conhecimento de como podia ser difícil fazê-lo (relativo ao nosso julgamento!) mais sua motivação de conseguir para orgulho próprio fez com seu sucesso fosse completo.
A base de resultados assim é não limitar fisicamente o outro, nem podá-lo em suas tentativas, pois só assim este não exitou de tentar novamente, pois não conheceu ainda o julgamento do fracasso dos adultos ou a reprovação de uma tentativa de fazer algo que não era da “competência”. Mas certamente, assim como para um pai, um verdadeiro mestre, o julgamento de que algo errado poderia ocorrer com a câmara fotográfica, por exemplo: quebrá-la no ato de aprendizado, teria que ser suplantado pelo desejo genuído do ensinamento em níveis de risco gradativos, até se ter a certeza que não iríamos “dar o tiro pela culatra”, ou seja, colocar uma pessoa muito inexperiente sobre prova, pois caso um fracasso público ocorresse, com reprovações múltiplas, a criança ou o aprendiz iria ser “queimado”, principalmente por seu auto-julgamento. Isto seria difícil de ser retirado depois de experimentado. Saber conduzir este processo requer investimento de tempo (do mestre e do aprendiz) e troca de saberes de ambos os lados.

“Uma vez, um grupo de discípulos estavam tentando chegar num veredito: ‘Qual cavalo escolher: um veloz ou um lento?’. Eles foram até o mestre e perguntaram: ‘Mestre, qual cavalo escolher, um veloz ou um lento?’ O mestre retrucou: ‘Depende’. Os discípulos logo tornaram a perguntar: ‘Depende de que mestre?’. Ele respondeu: ‘Depende se estamos na direção certa!’”.

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